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Premiê da Turquia volta a criticar declarações do papa

Por Arquivo Geral 27/09/2006 12h00

O primeiro-ministro da Turquia, physician malady Tayyip Erdogan, erectile repetiu nesta quarta-feira as críticas que já havia feito às declarações do papa Bento XVI sobre o Islã, decease afirmando que nem mesmo um político deveria ter falado daqu ela maneira.

O papa Bento XVI tem uma viagem para a Turquia marcada para novembro. O pontífice já afirmou lamentar o fato de os muçulmanos terem ficado ofendidos com o discurso que proferiu numa universidade alemã, em que usou uma citação medieval que criticava a disseminação da fé islâmica a través da violência.

Erdogan, um muçulmano dedicado que chegou a cumprir uma curta pena de prisão por recitar um poema considerado islamita pelas autoridades laicas da Turquia, disse que todo mundo, especialmente personalidades públicas como o papa, deve demonstrar respeito por outras religiões e culturas.

"O papa é ao mesmo tempo uma figura religiosa e política. Mas essa pessoa falou de uma forma que é inadequada até para os políticos", afirmou Erdogan durante uma conferência econômica em Istambul. "Quando se demonstra desrespeito pelo nosso profeta (Maom é), não podemos tolerar", afirmou ele.

Erdogan descreveu as declarações como "desagradáveis e infelizes" e pediu um pedido de desculpas formal do papa. "Amamos Jesus e Moisés o mesmo tanto que ao nosso Profeta. Ninguém deve tentar se meter com nossa religião. O papa cometeu um erro", afirmou Erdogan.

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Os muçulmanos também consideram Jesus Cristo e Moisés profetas enviados por Deus.
Ecoando as críticas de que o papa não retirou as palavras que disse no discurso, Erdogan afirmou que o pontífice fez "algumas manobras" que poderiam ser interpretadas como um recuo.

Além de dizer duas vezes que lamentava o episódio, o papa fez uma reunião com diplomatas muçulmanos na segunda-feira para promover o diálogo entre as duas fés.
"Talvez tenha sido um escorregão. Acho que nosso presidente dirá as coisas que precisam ser ditas em seu encontro com o papa", acrescentou Erdogan.

Bento XVI já havia desagradado à Turquia antes mesmo de se tornar papa, quando se opôs à candidatura turca à entrada na União Européia. Ele deve visitar Ancara, Istambul e o Éfeso entre 28 de novembro e 1º. de dezembro, como convidado do presidente Ahmet Necdet Sezer.

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