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Mundo

Prefeito de Nova York diz que cigarros causaram incêndio em antigo edifício

Arquivo Geral

27/08/2007 0h00

O prefeito de Nova York, case Michael Bloomberg, discount disse que a causa do incêndio que destruiu parte do antigo edifício do Deutsche Bank, no “marco zero” da cidade, e deixou dois bombeiros mortos, foi os cigarros consumidos por pessoas que trabalhavam na demolição do arranha-céu.

O prefeito informou hoje que inspetores anti-incêndios determinaram que o consumo descuidado de cigarros por parte dos homens que trabalhavam no 14º andar do edifício é a causa aparente do incêndio que ocorreu há um pouco mais de uma semana.

Nicolas Scoppetta, chefe do Departamento de Bombeiros, disse um pouco depois que a instituição tinha “provas sólidas” para concluir que os cigarros consumidos no edifício foram a causa do incêndio.

“Fumar estava proibido nesse edifício segundo o plano de segurança da empresa contratada”, afirmou Scopetta. Ele acrescentou que foram descartados quaisquer problemas no sistema elétrico, de aparelhos ou de conexões, como possível causa do acidente.

Segundo o prefeito, 198 trabalhadores participavam do processo de demolição do edifício no último dia 18, quando aconteceu o acidente, segundo o prefeito.

Bloomberg e Scopetta apresentaram detalhes para a mídia sobre o andamento das investigações do incêndio e em relação à atuação do Departamento de Bombeiros e de outras agências.

O prefeito disse que entregou ao FBI diversas partes quebradas da mangueira que havia no porão do edifício. Isso provavelmente contribuiu para os bombeiros não terem condições adequadas no combate do incêndio.

Ele acrescentou que o departamento de Bombeiros continua investigando as causas que contribuíram para a morte de Joseph Graffagnino e de Robert Beddia, que estavam presos no 14º andar e sofreram uma parada cardíaca ao ficaram sem oxigênio.

Além disso, as decisões tomadas pelos comandantes estão sendo revisadas, entre elas o envio de grande número de efetivo ao interior do edifício para combater as chamas.

“Com base no que sabemos, parece que os comandantes das operações atuaram de forma apropriada levando em conta o que sabiam no momento”, disse Bloomberg.

Nos últimos dias surgiu uma certa polêmica em torno de algumas decisões que os comandantes tomaram, em particular o envio de um grande número de bombeiros ao interior do edifício sem conhecer as condições que encontrariam.

“O que não sabiam contribuiu para as enormes dificuldades que acharam”, afirmou Bloomberg, que se referiu à mangueira quebrada e ao sistema de dispersão de água no interior do imóvel que não funcionava, entre outros achados.

Bloomberg mencionou outros erros e deficiências descobertos durante as investigações, entre eles o fato do quartel de bombeiros responsável pela inspeção do edifício ter deixado a função em 2006. As razões ainda não são conhecidas.

Também declarou que as normas do Departamento de Bombeiros requerem a inspeção a cada 15 dias das mangueiras em edifícios em demolição. Isso não era feito no prédio desde março, quando começou sua destruição.

Além disso, altos comandantes do departamento decidiram não estabelecer um plano anti-incêndio específico para o edifício, apesar de algumas recomendações para que isso fosse feito.

Três altos comandantes no departamento de Bombeiros foram substituídos de seus postos. Eles podem enfrentar outras sanções quando as investigações – também feitas pela procuradoria de Manhattan e pelo procurador estadual Andrew Cuomo – terminarem.

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