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Mundo

Preço da vacina contra a gripe suína vai depender do país

Arquivo Geral

02/09/2009 0h00

O preço de uma dose da vacina contra a gripe suína poderá variar de US$ 2,5 (R$ 4,70) a US$ 20 (R$ 37,70), dependendo da economia do país comprador, informou a OMS. “Os países de maior renda poderão pagar entre US$ 10 e US$ 20 a dose; os países com renda média pagarão mais ou menos a metade disso; e os países mais pobres pagarão a metade da metade”, afirmou a médica Marie-Paule Kieny, especialista em vacinas da OMS.

Segundo ela, estes preços servem apenas de orientação. “Estamos de acordo em dizer que as primeiras doses da vacina estarão à disposição dos governos para sua utilização em setembro”, acrescentou Kieny. O Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA disse semana passada que dificilmente as vacinas estarão disponíveis antes de outubro.

Cerca de 30 protótipos de vacinas estão sendo desenvolvidos às pressas para combater a gripe suína, que surgiu em abril passado no México e Estados Unidos, e desde então se espalhou para o mundo todo. A OMS declarou em junho que o mundo vive uma situação de pandemia.
“Nenhum país terá uma vacina para todos a partir do primeiro dia que estiver disponível para o uso”, disse Kieny ao Boletim da OMS, uma publicação da ONU (Organização das Nações Unidas).
Os laboratórios que desenvolvem a vacina contra o vírus H1N1 incluem MedImmune, CSL, GlaxoSmithKline, Novartis e Sanofi-Aventis. Outros laboratórios que fabricam vacinas para a gripe incluem Baxter e Solvay.

Kieny disse que “uma avaliação clínica completa” das vacinas H1N1 não será necessária, apenas testes para saber se a indicação seria para uma ou duas doses da vacina, se algumas pessoas correriam risco ao tomar a injeção e se ela pode ser administrada em conjunto com outras vacinas.

Pesquisas com vacinas desenvolvidas para o combate à gripe aviária H5N1, que é mais fatal do que a variedade pandêmica, embora menos contagiosa entre humanos, ajudaram os laboratórios a desenvolverem rapidamente versões contra o H1N1, disse a especialista.
“Com base no amplo conhecimento disponível a respeito das vacinas sazonais e dos resultados obtidos por meio da avaliação das vacinas contra a gripe aviária H5N1, não há dúvida de que será possível fazer vacinas eficazes contra o H1N1 pandêmico”, disse ela.

Especialistas dos EUA disseram nesta semana que dificilmente o H1N1 vai se misturar a outros vírus comuns, o que poderia criar uma “supergripe”. Kieny afirmou que a nova cepa teria de sofrer mutações muito significativas para que as novas vacinas deixassem de funcionar.
“Embora o vírus possa ter mutações, esperamos que haja suficiente proteção cruzada por meio do reconhecimento do novo vírus. Mas se o vírus mudar demais, vamos precisar de novas vacinas”, disse ela ao Boletim da OMS.

A OMS propõe que médicos e funcionários de hospitais sejam os primeiros a serem vacinados para manter o funcionamento dos serviços de saúde e que essa seja a estratégia também nos países pobres, que contarão apenas com uma fração das vacinas produzidas no mundo.
Kieny apontou que cabe a cada governo elaborar a estratégia sobre o que fazer com a vacina. Tudo dependeria da meta do governo. “Se quiser concentrar em proteger infraestrutura, podem focar em diferentes grupos, como motoristas de caminhões para garantir a entrega de alimentos.”

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