O pré-candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos Herman Cain classificou nesta segunda-feira (31) como “falsas” e “sem fundamento” as acusações de que ele teria assediado sexualmente duas mulheres nos anos 90.
“Nunca assediei sexualmente ninguém”, negou o empresário em entrevista à emissora “Fox News”. Foi a primeira resposta direta de Cain, o único aspirante republicano negro, depois que neste domingo a página de informação política “Politico” revelou as acusações das mulheres.
Citando “numerosas fontes”, “Politico” indica que as duas mulheres, funcionárias da Associação Nacional de Restaurantes dos EUA, que foi presidida por Cain, se queixaram a diretores do grupo e a companheiros de trabalho do “comportamento inadequado” do empresário.
De acordo com o site, o comportamento “sexualmente sugestivo” de Cain deixou as mulheres incomodadas, e elas assinaram acordos com o grupo de restaurantes para obter compensações econômicas em troca de abandonar a associação. Os acordos proíbem as mulheres de falar sobre sua saída da associação, liderada por Cain entre 1996 e 1999.
A página afirma que viu a documentação que descreve as acusações e demonstra que a associação resolveu formalmente o assunto. “Se a associação fez um acordo, nem sequer fiquei sabendo”, argumentou Cain na entrevista.
“Se houve um acordo, foi realizado por outros diretores” acrescentou, evitando fazer mais comentários sobre o caso por se tratar de “questões pessoais” de seus funcionários.
A campanha de Cain emitiu um comunicado no domingo no qual classifica as acusações como “pouco fundamentadas”.
“Já que os críticos em Washington não tiveram muita sorte para atacar as ideias do senhor Cain de resolver a economia e criar empregos, tentam agora atacá-lo de qualquer maneira possível”, afirmou o porta-voz do empresário, JD Gordon.