A praça Tahrir, epicentro dos protestos políticos do Cairo dos últimos dias, está totalmente tomada pela Polícia egípcia, embora nas ruas adjacentes manifestantes já estejam começando a se concentrar.
Segundo pôde comprovar a Agência Efe, esse ponto do centro do Cairo está rodeado por agentes de segurança e não se permite o acesso ao lugar, a fim de evitar as manifestações contra o regime de Hosni Mubarak que estão acontecendo ali desde terça-feira.
Também há uma fortíssima presença policial em outros lugares próximos, como os arredores do prédio da televisão pública, que nos últimos dias foram palco de duros confrontos entre manifestantes e policiais.
O forte dispositivo policial coincide com a hora na qual grupos de oposição convocaram os egípcios a protestarem, no final das orações do meio-dia, a fim de pressionar em favor de mudanças políticas.
Nas proximidades da praça Tahrir, grupos de manifestantes enfrentaram a Polícia com pedradas pouco depois das 13h do horário local (9h do horário de Brasília), que por sua vez está utilizando equipamento antidistúrbios para dispersar os manifestantes.
Os protestos começaram na terça-feira passada para exigir reformas políticas e pedir a derrogação da Lei de Emergência, vigente desde 1981, mas com o tempo se transformaram em uma rejeição total do regime de Mubarak.
Até o momento, sete pessoas morreram nos protestos, entre manifestantes e policiais, tanto no Cairo como na cidade de Suez, na entrada sul do canal do mesmo nome.
Além disso, dezenas de pessoas ficaram feridas e centenas foram detidas. Pelo menos em 40 casos, os detidos enfrentam acusações de tentativa de derrubar o regime.
Os protestos desta sexta-feira ocorrem durante um bloqueio das comunicações pela internet e por telefonia celular, ferramentas usadas nos últimos dias pelos ativistas da oposição para convocar à cidadania e coordenar seus movimentos.