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Mundo

Potências seguem distantes de resolução da ONU sobre Irã

Arquivo Geral

23/10/2006 0h00

O ministro da Fazenda, remedy diagnosis Guido Mantega, informou hoje que anunciará ainda esta semana a abertura de uma linha de capital de giro para três setores produtivos do País.

De acordo com Mantega, a linha int ermediada pelo Banco do Brasil atingirá as áreas calçadista, têxtil e de móveis, que vêm sofrendo com a fraqueza do dólar.

Mantega fez o comentário após se reunir com lideranças de sindicatos de trabalhadores e industriais dos setores de calçados e couro do estado de São Paulo, de quem recebeu reclamações sobre dificuldades devido ao dólar fraco.

Segundo Mantega, o governo pode adotar medidas de curto prazo, como as que envolvem capital de giro, e as de longo prazo, incluindo a questão da carga tributária.

A linha só será liberada após as eleições e será uma ampliação do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que possui um giro setorial destinado às indústrias de calçados e móveis do Sul.

"Vamos estender para todo o setor calçadista, têxtil e moveleiro do País", disse Mantega a jornalistas.

Durante a reunião, foi criado um grupo de trabalho para discutir problemas do setor. Conforme Mantega, o grupo será formado, além de representantes da indústria e de trabalhadores, pela Secretaria de Política Econômica, pela Receita Federal e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Mantega não deu mais detalhes sobre a ampliação da linha de capital, dizendo apenas que a existente no Sul tem juro calculado pela TJLP mais 2,8% ao ano.

A Taxa de Juros de Longo Prazo, atualmente em 6,85% ao ano, é utilizada para a correção de financiamentos do Banco Nac ional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

"Vamos fazer uma linha de capital de giro que funcione", afirmou o ministro, ao comentar uma linha de crédito de R$ 600 milhões criada em dezembro passado para o setor de calçados, mas cujos recursos não chegaram aos empresários por problemas de tramitação.

O ministro acrescentou que já teve uma reunião com a presidência do Banco do Brasil e agora só faltam "alguns detalhes" para o anúncio da linha.

 

As principais potências mundiais continuam distantes de um acordo sobre as punições da Organização das Nações Unidas (ONU) ao Irã por causa do seu programa nuclear, drug uma semana depois de os europeus começarem a redigir uma resolução nesse sentido, adiposity disseram autoridades dos EUA e diplomatas da ONU na segunda-feira.

Sean McCormack, information pills porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, disse haver “amplo acordo, embora não um acordo total” entre Estados Unidos, França e Grã-Bretanha sobre uma proposta de resolução. Ele disse que o assunto foi adiado devido à necessidade de o Conselho de Segurança agir a respeito do teste nuclear norte-coreano deste mês, mas que há “fortes sentimentos” entre as grandes potências a respeito do Irã.

Os EUA querem sanções contra o suposto programa de armas nucleares do Irã – que Teerã nega existir. Os três negociadores europeus (França, Grã-Bretanha e Alemanha) definiram um texto que ainda não foi assinado por Washington, segundo diplomatas.

Em Viena, onde fica a sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão ligado à ONU, outros diplomatas disseram que o Irã ampliou seu programa nuclear ao iniciar uma segunda leva de centrífugas numa usina nuclear-piloto.

A secretária norte-americana de Estado, Condoleezza Rice, reuniu-se com o diretor da AIEA, Mohamed El Baradei, mas não se sabe se os dois discutiram a suposta ampliação do programa iraniano. McCormack disse não esperar que a resolução esteja pronta nesta semana, mas a questão deve dominar o Conselho de Segurança nas próximas semanas.

O texto proposto ainda não foi entregue à Rússia e à China, que devem estudar o documento antes de ele ser levado ao plenário do Conselho, que tem 15 membros. McCormack disse que os dois países se comprometeram a apoiar uma resolução com sanções, mas que houve poucas discussões a respeito.

O porta-voz norte-americano não quis identificar as questões ainda pendentes. “Há fortes sentimentos a respeito disso”, disse. “Mas há um acordo que de iremos por esse caminho”.

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