Menu
Mundo

Portugal admite "dificuldades" para consenso sobre Honduras

Arquivo Geral

30/11/2009 0h00

O ministro de Assuntos Exteriores de Portugal, Luis Amado, reconheceu hoje as “dificuldades” para que os países participantes da 19ª Cúpula Ibero-Americana cheguem a um consenso sobre a situação política de Honduras, que divide diversos Governos da região.

“Esta divergência coloca algumas dificuldades na possibilidade de um consenso para uma declaração sobre a situação de Honduras”, comentou o chanceler, que participa do encontro, que termina amanhã na cidade de Estoril.

Anfitrião da reunião, Portugal tem a “responsabilidade” de trabalhar até “o limite” para redigir uma declaração que “possa ser aceita por todos”, ressaltou Amado, sem revelar a posição de seu país.

“Temos de continuar o desenvolvimento dos trabalhos hoje para que possamos construir uma declaração da comunidade ibero-americana”, afirmou o ministro.

No domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que seu Governo “não tem nada a repensar” em relação a Honduras e que, portanto, não reconhecerá o resultado das eleições de domingo.

Por outro lado, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, anunciou que reconhecerá o Governo que sair das eleições de domingo, segundo porta-vozes oficiais colombianos.

Perguntado hoje pela posição do Brasil sobre Honduras, Amado afirmou que “não dá opiniões” sobre os Estados-membros e reconheceu “as preocupações” em torno do desenvolvimento do processo hondurenho. Ele ressaltou que a perspectiva de Portugal é “construtiva”.

“Até amanhã teremos tempo para continuar trabalhando na possibilidade de a Cúpula dar uma opinião sobre o assunto”, disse o ministro, que destacou a necessidade de chegar a uma solução que “contribua” à estabilização de Honduras.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado