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Mundo

População da capital da Somália foge da cidade devido a novos combates

Arquivo Geral

12/11/2007 0h00

 A população da capital somali, story Mogadíscio, website like this continuou fugindo da cidade nesta segunda-feira, malady com o prosseguimento dos combates registrados desde a semana passada entre forças governamentais apoiadas por soldados etíopes e milicianos islâmicos da Al-Shabab al-Mujahidin, que já deixaram mais de 130 mortos.

Após uma troca de tiros de morteiro ocorrida durante a madrugada entre tropas etíopes e militantes islâmicos, que causou a morte de outros três civis, Mogadíscio se encontra em uma tensa calma, que, segundo alguns analistas, não deve durar muito.

Apesar de vários postos de controle militar nos principais acessos a Mogadíscio impedirem o livre trânsito dos civis que querem sair da cidade, dezenas de milhares continuam fugindo e as ruas estão desertas.

Soldados governamentais e etíopes fecharam o mercado de Bakara, principal centro comercial da capital e também palco de ataques terroristas com granadas e bombas. As lojas e as casas do bairro de Bakara são revistadas uma a uma pelos soldados em busca de esconderijos de armas dos militantes.

Tropas do Exército rodearam no começo da manhã a sede da “Rádio Shabelle”, uma das emissoras independentes que ainda funcionavam em Mogadíscio e, após invadirem o edifício, ordenaram o encerramento das transmissões acusando a rádio de fazer “propaganda inflamatória contra as forças etíopes”.

O diretor interino da emissora, Jafar Mohamed Kukay, disse à agência Efe que os soldados governamentais não cederam a nenhum argumento e ordenaram que as transmissões fossem interrompidas imediatamente.

“Estávamos em reunião de pauta, escolhendo os temas a serem tratados em nossos noticiários, quando (os soldados) irromperam na sala de conferências e me mandaram fechar a rádio”, explicou Kukay.

Segundo o diretor, ele e um repórter da emissora foram levados até um alto funcionário de segurança, que afirmou que a rádio “deve continuar fechada a menos que tenha permissão do Governo para operar novamente”.

A “Rádio Shabelle” foi acuada desde o início do ano pelo Governo somali, e vários de seus jornalistas e funcionários já foram atacados por pessoas não identificadas. Em 19 de outubro deste ano, o então diretor da emissora, Bashir Nor Gedi, preso em várias ocasiões pela Polícia, foi morto a tiros por um grupo de desconhecidos que o atacaram em frente a sua própria casa.

O Governo somali não está sozinho em seus ataques contra a imprensa, já que o líder dos militantes fundamentalistas islâmicos, Aden Hashi “Eyrow”, ordenou a seus seguidores que matem os jornalistas que trabalham para a mídia ocidental e os voluntários das ONGs defensoras dos direitos humanos.

“Eyrow” denunciou os países cristãos por terem lançado o que chama de “uma cruzada contra as nações muçulmanas”. “Devemos vingar o genocídio contra os muçulmanos na Somália, matando as forças ugandenses (enviadas pela União Africana), os soldados etíopes e seus testas-de-ferro somalis”, afirmou.

“Ayrow”, que em seu comunicado envia uma calorosa saudação ao líder da Al Qaeda, o saudita Osama bin Laden, acusou especialmente jornalistas e funcionários de ONGs de guiar soldados etíopes em seus ataques contra os militantes islâmicos. “Por causa disso, são também nossos inimigos e, como tais, devem morrer”, ressaltou o líder da Al-Shabab.

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