O chefe da estatal Bumar, principal empresa de armamentos da Polônia, Edward Nowak, afirmou hoje que a companhia é capaz de desenvolver um escudo antimísseis em quatro anos, sem a ajuda dos Estados Unidos, que na semana passada desistiram de instalar baterias antiaéreas em território polonês.
Em declarações à rádio pública nacional, Nowak ressaltou que a Bumar já dispõe de um terço dos elementos necessários para criar um sistema capaz de detectar e impedir ataques balísticos lançados por países inimigos.
“Apesar de tudo, ainda não temos os dois elementos mais importantes: foguetes de curto e médio alcance do tipo Mica e Aster, e novas plataformas de lançamento, já que os combates atuais requerem que elas sejam móveis”, disse Nowak.
Segundo a imprensa nacional, o ministro da Defesa da Polônia, Bogdan Kilch, já conhece os detalhes do projeto, cujo custo passaria de US$ 5 bilhões.