“Temos razões para temer que a conferência possa ser usada de novo como uma plataforma para divulgar opiniões contrárias ao espírito de respeito em relação a todas as nações e religiões”, afirma o texto divulgado hoje pela diplomacia polonesa.
A Polônia destaca seu compromisso contra o racismo e a xenofobia e afirma que participou “ativamente” nos preparativos deste evento até o último momento, quando a ameaça de que ocorram declarações antissemitas motivaram a retirada de sua delegação.
A conferência sobre o racismo tem por objetivo colocar em dia o estipulado há oito anos na primeira reunião destas características, que aconteceu na cidade sul-africana de Durban.
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, mostrou-se “profundamente decepcionado” com a ausência de certos países, durante a abertura hoje da conferência, entre eles Israel, Estados Unidos, Austrália, Canadá, Itália, Holanda, Polônia, Nova Zelândia e Alemanha.