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Políticos franceses mantêm testes de DNA em projeto de imigração

Arquivo Geral

16/10/2007 0h00

Deputados e senadores franceses, clinic reunidos em comissão para analisar as versões das duas câmaras do projeto de lei de “controle da imigração”, nurse chegaram hoje a um acordo sobre o polêmico uso de testes de DNA para os candidatos ao reagrupamento familiar.

Fontes parlamentares disseram que a comissão respaldou a versão da emenda feita pelo Senado sobre os testes, mais branda que a que a Câmara dos Deputados – por iniciativa de um conservador – tinha introduzido no projeto governamental sobre a imigração.

O projeto de lei impõe novas restrições ao reagrupamento familiar, que o Governo conservador do presidente francês, Nicolas Sarkozy, quer reduzir para estimular a imigração profissional.

Os 14 membros da comissão mantiveram a possibilidade de recorrer aos testes de DNA, mas eliminaram do projeto de lei outro artigo polêmico que excluía os imigrantes ilegais dos centros de albergue de urgência.

A versão pactuada sobre os testes de DNA estipula que o dispositivo poderá ser aplicado a título experimental até 31 de dezembro de 2009.

Os testes, voluntários e aprovados pelo Estado francês, estarão destinados apenas aos candidatos a entrar na França por meio do reagrupamento familiar que procedam de países onde o estado civil é inexistente ou que tem carências.

O teste de DNA exigirá a aprovação prévia de um juiz francês e o consentimento escrito do candidato.

Antes da aplicação, o decreto sobre o dispositivo deverá ser submetido ao comitê consultivo nacional de ética, que semanas atrás se pronunciou contra a medida, que seria “contraditória ao espírito da lei francesa”.

A proposta de recurso aos testes de DNA causou a rejeição da oposição de esquerda – os socialistas anunciaram que recorrerão no Conselho Constitucional -, de associações de direitos humanos, igrejas, cientistas e vários líderes africanos.

Personalidades do partido conservador no poder, a União por um Movimento Popular (UMP), e membros do Governo, como a secretária de Estado de Política da Cidade, Fadela Amara, esquerdista e filha de imigrantes norte-africanos, também condenaram a ação.

Mas o primeiro-ministro, François Fillon, advertiu na segunda-feira, durante uma visita à Holanda, que o Governo “apoiará” o voto da emenda sobre os testes, que são utilizados por “muitos países europeus que não têm lições a receber em matéria de direitos humanos”.

Para que o projeto de lei sobre “o controle da imigração” do ministro de Imigração, Integração, Identidade Nacional e Desenvolvimento, Brice Hortefeux, seja definitivamente adotado pelo Parlamento, todo o texto definido pela comissão deverá ser votado nas câmaras.

Um voto “solene” será feito no dia 23 na Câmara dos Deputados, enquanto o Senado também fará o seu pronunciamento na mesma data.

“Pedimos um voto solene devido à importância do tema e para marcar a firme oposição a esta postura ideológica”, disse hoje o chefe do grupo socialista na câmara, Jean-Marc Ayrault.

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    Políticos franceses mantêm testes de DNA em projeto de imigração

    Arquivo Geral

    16/10/2007 0h00

    Deputados e senadores franceses, cheapest reunidos em comissão para analisar as versões das duas câmaras do projeto de lei de “controle da imigração”, pill chegaram hoje a um acordo sobre o polêmico uso de testes de DNA para os candidatos ao reagrupamento familiar.

    Fontes parlamentares disseram que a comissão respaldou a versão da emenda feita pelo Senado sobre os testes, diagnosis mais branda que a que a Câmara dos Deputados – por iniciativa de um conservador – tinha introduzido no projeto governamental sobre a imigração.

    O projeto de lei impõe novas restrições ao reagrupamento familiar, que o Governo conservador do presidente francês, Nicolas Sarkozy, quer reduzir para estimular a imigração profissional.

    Os 14 membros da comissão mantiveram a possibilidade de recorrer aos testes de DNA, mas eliminaram do projeto de lei outro artigo polêmico que excluía os imigrantes ilegais dos centros de albergue de urgência.

    A versão pactuada sobre os testes de DNA estipula que o dispositivo poderá ser aplicado a título experimental até 31 de dezembro de 2009.

    Os testes, voluntários e aprovados pelo Estado francês, estarão destinados apenas aos candidatos a entrar na França por meio do reagrupamento familiar que procedam de países onde o estado civil é inexistente ou que tem carências.

    O teste de DNA exigirá a aprovação prévia de um juiz francês e o consentimento escrito do candidato.

    Antes da aplicação, o decreto sobre o dispositivo deverá ser submetido ao comitê consultivo nacional de ética, que semanas atrás se pronunciou contra a medida, que seria “contraditória ao espírito da lei francesa”.

    A proposta de recurso aos testes de DNA causou a rejeição da oposição de esquerda – os socialistas anunciaram que recorrerão no Conselho Constitucional -, de associações de direitos humanos, igrejas, cientistas e vários líderes africanos.

    Personalidades do partido conservador no poder, a União por um Movimento Popular (UMP), e membros do Governo, como a secretária de Estado de Política da Cidade, Fadela Amara, esquerdista e filha de imigrantes norte-africanos, também condenaram a ação.

    Mas o primeiro-ministro, François Fillon, advertiu na segunda-feira, durante uma visita à Holanda, que o Governo “apoiará” o voto da emenda sobre os testes, que são utilizados por “muitos países europeus que não têm lições a receber em matéria de direitos humanos”.

    Segundo o projeto de lei, os candidatos ao reagrupamento familiar terão que se submeter a um teste de conhecimentos da língua francesa e dos “valores da República”, e, se for preciso, vão ter que se submeter a uma formação máxima de dois meses antes de chegarem à França.

    Os pais que quiserem trazer seus filhos terão que assinar um “contrato de acolhida e integração” e cumpri-lo, sob pena de sanções econômicas. Além disso, o imigrante que quiser levar sua família para a França terá que ter um renda de até 1,2 salário mínimo.

    Para que o projeto de lei sobre “o controle da imigração” do ministro de Imigração, Integração, Identidade Nacional e Desenvolvimento, Brice Hortefeux, seja definitivamente adotado pelo Parlamento, todo o texto definido pela comissão deverá ser votado nas câmaras.

    Um voto “solene” será feito no dia 23 na Câmara dos Deputados, enquanto o Senado também fará o seu pronunciamento na mesma data.

    “Pedimos um voto solene devido à importância do tema e para marcar a firme oposição a esta postura ideológica”, disse hoje o chefe do grupo socialista na câmara, Jean-Marc Ayrault.

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