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Mundo

Polícia turca detém 33 pessoas acusadas de ultranacionalismo

Arquivo Geral

23/01/2008 0h00

Trinta e três pessoas, drugs entre elas vários militares na reserva, foram detidas esta semana em Istambul em uma grande operação antiterrorista contra um grupo armado turco ultranacionalista, informou hoje a imprensa.

As autoridades apreenderam uma lista de possíveis alvos de atentados na qual estavam eminentes políticos curdos, o prêmio Nobel de Literatura Orhan Pamuk e o colunista próximo ao Governo Fehmi Koru.

As detenções fazem parte de uma megaoperação da Unidade de Luta Antiterrorista que a Polícia turca iniciou em 12 de junho ao descobrir, em um barraco do distrito de Umraniye, 27 granadas procedentes do Exército turco – do mesmo tipo que as usadas em alguns atentados.

A maior parte dos detidos tinha em comum sua militância no grupo ultranacionalista Kuvayi Milliye.

O líder do grupo é o coronel reformado Fikri Karadag, que no ano passado foi gravado enquanto obrigava os membros de seu grupo a jurar, sobre um livro do Corão e várias pistolas, que “matariam e morreriam” para livrar a Turquia de todos aqueles que não fossem “turcos de sangue”.

Outro detido é um conhecido advogado nacionalista, Kemal Kerinçsiz, que formulou as acusações que levaram a julgamento o romancista Orhan Pamuk e o jornalista armênio-turco Hrant Dink por “insultar a identidade turca”.

Dink foi assassinado em janeiro de 2007.

A acusação oficial contra os 33 detidos é de “fundar e dirigir uma organização terrorista armada, incitar à desobediência militar, revelar documentos relacionados com a segurança do Estado e posse ilegal de armas”.

A Polícia se encontrava em estado de alerta e acompanhava de perto os movimentos do grupo ultranacionalista desde que, após o auge dos atentados dos separatistas curdos, aumentaram também os ataques contra cidadãos desta minoria.

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