A Polícia venezuelana lançou hoje gás lacrimogêneo sobre os opositores que se manifestam contra a nova Lei de Educação do país, quando alguns participantes ultrapassaram o limite autorizado para a passeata.
O gás lacrimogêneo foi lançado quando as pessoas que estavam à frente na manifestação derrubaram as cercas de segurança que marcavam o ponto final da passeata.
Após a ação da Polícia, a maioria dos manifestantes recuou, com a exceção de pequenos grupos que inicialmente lançaram objetos contra as forças de segurança e depois mudaram de atitude, erguendo os braços para mostrar que estavam em atitude pacífica.
Depois das primeiras confusões, tudo se acalmou, mas houve uma segunda tentativa de ultrapassar os limites da manifestação, o que provocou nova ação policial.
Porta-vozes dos grupos mais radicais da oposição já tinham indicado que não respeitariam os limites fixados pelas autoridades para a manifestação porque seu objetivo era chegar ao centro da cidade, onde estavam os “chavistas”.
O deputado opositor Juan José Molina negou que os manifestantes tenham dado motivos para o uso de gás lacrimogêneo. Para ele, tudo ocorreu por conta do “medo” que os policiais sentiram quando alguns estudantes, “com sua veemência”, sacudiram as cercas de segurança.
A passeata transcorria normalmente até chegar ao seu ponto final.
Para o secretário-geral da opositora Ação Democrática, Henry Ramos, as forças da ordem pública que vigiaram o desenvolvimento da manifestação “não o fizeram para impedir distúrbios, mas para intimidar a oposição”.