O Conselho Superior da Magistratura de Portugal decidiu que será este organismo, information pills em colaboração com o juiz, medical que divulgará as informações à opinião pública sobre o desaparecimento da menina britânica de 4 anos, no dia 3 de maio, em Portugal, e do qual seus pais, Kate e Gerry McCann, são suspeitos.
Porta-vozes da Procuradoria portuguesa e da Polícia Judiciária, as instituições que realizam a investigação, confirmaram o silêncio oficial imposto ao caso e disseram hoje que só a Justiça pode dar informações.
A polícia reconheceu que não tem mais um porta-voz para o caso Madeleine, trabalho até agora exercido pelo inspetor Olegario Sousa, e se recusou a comentar as informações da imprensa britânica e portuguesa sobre pedidos de interrogatórios e confiscos ao casal McCann, que voltaram no dia 9 ao Reino Unido.
O juiz de instrução de Portimão, capital da região do Algarve, onde desapareceu a menina, recebeu as mais de mil páginas das investigações policiais há uma semana e, diante dos insistentes pedidos dos meios de comunicação, pediu autorização à Magistratura para informar sobre o procedimento.
O magistrado, Pedro Frias, não confirmou nenhum dos comentários feitos por alguns meios, desde o pedido de retorno dos McCann a Portugal para interrogatórios até solicitar que as perguntas sejam feitas pela Polícia britânica ou confiscar alguns objetos do casal, como o diário de Kate.
Enquanto os jornais portugueses que acompanham mais de perto os fatos publicam versões sobre as investigações do caso que mudam de um dia para outro, a Polícia Judiciária assegurou oficialmente que interrompeu as averiguações à espera das decisões do juiz ou da Promotoria.
No entanto, a imprensa, incluindo jornais e televisões do Reino Unido e de outros países, não deixou de divulgar informações sobre buscas da menina por terra, mar e até mesmo em crematórios de animais domésticos, nunca confirmadas e atribuídas sempre a fontes policiais anônimas.
Ainda não chegaram a Portugal as últimas análises de amostras biológicas recolhidas no automóvel, na casa e nos objetos dos McCann, realizadas em um laboratório do Reino Unido. Os indícios levaram a Polícia a suspeitar que a menina pode ter sido morta acidentalmente e seu corpo foi escondido pelos pais.
O Conselho Superior da Magistratura portuguesa afirmou hoje em comunicado que o caso ainda está em fase de investigação e que o juiz de instrução deve preservar os direitos, liberdades e garantias deste e, por enquanto, não fornecerá informações sobre o processo.
As autoridades portuguesas tinham redobrado seus esforços após as revelações sensacionalistas da semana passada, segundo fontes oficiais, para acabar com os supostos vazamentos de informação por policiais.
Em alguns meios, amigos dos McCann que os acompanhavam nas férias no litoral português foram considerados envolvidos no caso. A imprensa revelou ainda supostos detalhes da análise de cabelos e restos biológicos de Madeleine que incriminariam os pais da menina.
Nas únicas declarações oficiais sobre o assunto, o diretor da instituição, Alipio Ribeiro, disse que as provas em poder da Polícia não fornecem “certezas matemáticas” à investigação.