A Polícia paraguaia atribuiu hoje a uma guerra entre grupos criminosos os três assassinatos ocorridos nos últimos dias na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, unhealthy na fronteira com o Brasil.
A série de crimes começou com a morte, na noite de quarta-feira, de Walter Villalta, de 26 anos, filho da dirigente local do governamental Partido Colorado, Concepción Cubas, e cujo pai, Faustino Villalta, foi assassinado em sua própria casa, em outubro de 2006.
Walter foi baleado na porta de uma pizzaria em Ponta Porã, no lado brasileiro da fronteira, em Mato Grosso do Sul.
O chefe de Polícia Gaspar Godoy explicou que as autoridades brasileiras estão encarregadas da investigação do crime.
Apenas um dia depois, na parte paraguaia da fronteira, dois dos supostos envolvidos no assassinato foram mortos.
Segundo as autoridades paraguaias, desconhecidos interceptaram, na quinta-feira, o veículo em que viajavam dois indivíduos com antecedentes penais e assassinaram a tiros um deles.
O corpo do outro, identificado como o ex-policial Hugo Sanabria, foi encontrado pouco depois, crivado de balas e com sinais de tortura.
“Até o momento não temos certeza de que (o assassinato dos dois homens) tenha relação com o crime de quarta-feira”, disse Godoy.
No entanto, a imprensa local considera que os assassinatos fazem parte de uma “guerra” entre grupos criminosos que operam na região.
A zona fronteiriça é conhecida pela atuação de grupos de narcotraficantes, que utilizam pequenos aviões para traficar cocaína e maconha produzidas na Bolívia e na Colômbia.
O presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, fez uma rápida visita à cidade esta manhã, para dar os pêsames a Concepción Cubas, que é candidata nas eleições gerais de 20 de abril.