Em outra operação, a Polícia italiana, em colaboração com a espanhola, prendeu nessa madrugada entre a Espanha e a Itália dez supostos mafiosos que teriam ajudado o chefe siciliano Bernardo Provenzano durante os seus 43 anos de fuga.
Na ação na província de Bari, a polícia não divulgou o número exato de prisões, apenas que emitiu 83 ordens de prisões, por crimes de associação à máfia, tentativa de homicídio, agiotagem, lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas.
Entre os detidos está um suposto chefe do clã, Savinuccio Parisi, que estava em liberdade após cumprir condenação por outro delito e considerado pela Polícia como o chefe dos clãs mafiosos que controlam o narcotráfico na província de Bari.
Segundo a imprensa, há também diretores de banco, funcionários públicos e advogados entre os presos.
Na outra operação, que ocorreu na ilha da Sicília, foram emitidas 11 ordens de detenção – um deles já estava preso – contra supostos membros da família mafiosa de Bagheria, que pertencente a Cosa Nostra.
Os supostos mafiosos, dos quais nove foram capturados na província de Palermo e um em Múrcia durante a operação “Crash”, são acusados de crimes de associação à máfia destinada à extorsão, posse ilegal de armas e de registro fictício de bens.
Entre os detidos está Simone Castello, 60 anos, já condenado por associação à máfia e o único detido em Múrcia, lugar onde estava morando e coordenava uma empresa de importação e exportação de frutas e verduras.
Esta empresa, com várias ramificações na Sicília é avaliada em 2,5 milhões de euros, foi retirada pelos agentes que participaram da operação Castello em Múrcia.