A Polícia iraniana prendeu cerca de 20 pessoas na sede do jornal “Kalameh”, sick favorável ao candidato derrotado Mir Hussein Moussavi, pilule informaram hoje à Agência Efe fontes do opositor.
“No momento em que a Polícia invadiu o jornal havia aproximadamente 20 pessoas. Cinco eram do setor administrativo e o restante jornalistas”, web afirmou a fonte, que preferiu não se identificar.
Segundo a mesma fonte, a redação do jornal, localizada em um edifício no centro de Teerã, já não estava em funcionamento, mas ainda era utilizada como centro de reunião.
A Polícia iraniana anunciou que tinha desmantelado o quartel-general dos “sabotadores”, “utilizado como base de campanha por um dos candidatos presidenciais” derrotados no dia 12 de junho.
“Após revistar o edifício, que era utilizado pela campanha de um dos candidatos, foi descoberto que aconteciam reuniões ilegais que promoviam os distúrbios e trabalhavam contra a segurança do país”, disse a Polícia em comunicado divulgado pela agência oficial de notícias “Irna”.
O comunicado não esclarecia de qual candidato se tratava, mas a emissora pública em inglês “PressTV” assegurou que o prédio acolhia vários escritórios de Moussavi.
A “PressTV” afirmou ainda que no local foram encontrados indícios que provam o envolvimento de “elementos estrangeiros no planejamento dos distúrbios”.
Desde que os resultados provisórios das eleições foram divulgados, com uma surpreendente vitória em primeiro turno do atual presidente, o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad, o Irã se transformou em palco de protestos e enfrentamentos que até o momento custaram a vida de pelo menos 20 pessoas, segundo números oficiais.