O responsável pelas investigações, Raul Castañeda, afirmou em entrevista coletiva que foram apresentadas à Procuradoria Geral do país acusações de “múltiplo assassinato” contra os suspeitos, entre os quais figuram policiais.
Por sua vez, o chefe da Polícia Nacional, Jesus Verzosa, disse que nem todos os acusados foram detidos, e que serão oferecidas recompensas em dinheiro por informações que levem à captura dos suspeitos.
As forças de segurança do país prenderam até o momento cerca de 80 pessoas ligadas ao massacre ocorrido na província de Maguindanao em 23 de novembro, incluindo o patriarca do clã Ampatuan e quatro de seus filhos.
Castañeda explicou que as testemunhas confirmaram que Andal Ampatuan, filho do patriarca e prefeito da cidade de Datu Unsay liderou o massacre.
O governo das Filipinas reconheceu na terça-feira a existência no país de 132 grupos paramilitares, organizados em sua maioria por políticos ou fazendeiros.