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Mundo

Polícia enfrenta manifestantes em frente à sede do Governo da Tunísia

Arquivo Geral

26/01/2011 10h41

As forças policiais investiram nesta quarta-feira com gás lacrimogêneo e cassetetes contra milhares de manifestantes procedentes das regiões pobres do interior da Tunísia que há dias exigem a saída de todos os ministros do antigo regime do Governo de transição, segundo constatou a Agência Efe.

A tensão aumentou consideravelmente na manhã desta quarta-feira na praça situada diante da sede do escritório do primeiro-ministro, depois que a Polícia instalou barreiras de arame farpado com a intenção de bloquear o acesso à área, o que provocou a indignação dos cidadãos.

Alguns grupos de manifestantes protestaram e resistiram aos agentes, que dispararam então dezenas de projéteis de gás lacrimogêneo e começaram a golpear as pessoas com cassetetes.

O caos e a confusão se espalharam na praça, onde milhares de tunisianos das regiões mais pobres do país estão acampados há dias.

 

Os violentos enfrentamentos entre os manifestantes e as forças policiais em frente à sede do Governo e pelas ruas adjacentes se sucederam durante vários minutos.

Muitos manifestantes lançaram pedras nos agentes, enquanto os acusavam de pretender “cercá-los e matá-los de fome” ao bloquear os acessos à praça através dos quais os habitantes da capital se somavam ao protesto e levavam alimentos e bebidas.

Segundo vários manifestantes, as forças do Exército que permaneceram passivas durante os enfrentamentos haviam ameaçado abandonar o local na manhã desta quarta-feira.

Outras pessoas asseguraram que um policial havia sido morto nos confrontos, embora a confusão seja grande na área neste momento e a praça tenha sido desalojada pelos manifestantes, que durante a fuga abandonaram as centenas de sacos de dormir e cobertores espalhados por todas as esquinas.

A investida policial em frente à sede do Governo acontece enquanto se espera com grande expectativa para esta quarta-feira em Túnis o anúncio do novo Executivo de transição, cuja composição será fundamental para a continuação ou interrupção dos protestos em todo o país.

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