A Polícia egípcia pediu desculpas pela morte de um manifestante registrada neste sábado (26) durante um protesto na frente da sede do Conselho de Ministros e disse que se tratou de um erro de um dos caminhões policiais que passavam pela área.
Em declarações à agência de notícias oficial “Mena”, uma fonte de segurança do Ministério do Interior negou que as forças da ordem tentaram dispersar um protesto contra a designação de Kamal al Ganzuri como primeiro-ministro na frente do edifício do Governo, pero da Praça Tahrir.
A fonte destacou que vários caminhões se dirigiam ao local para render os guardas noturnos que protegiam o Ministério do Interior e seus arredores quando foram “surpreendidos” por manifestantes que os obrigaram a parar.
O Ministério do Interior explicou que, depois que um grupo começou a lançar pedras contra os veículos, um dos caminhões avançou “por erro” contra um dos jovens, e por isso expressou seu “lamento e pesar” à família do falecido.
Segundo a televisão egípcia, os choques começaram quando as forças de segurança pediram aos manifestantes concentrados na frente do Conselho de Ministros que retrocedessem e, em dado momento, uma viatura policial deu marcha à ré e atropelou dois cidadãos, matando um deles.
Enquanto isso, o ambiente é tranquilo na praça, onde dezenas de voluntários limparam os restos da grande manifestação que ontem exigiu ao Conselho Supremo das Forças Armadas que abandone o poder imediatamente.
Os choques entre as forças de segurança e os manifestantes começaram no dia 19 de novembro após o despejo de familiares das vítimas da revolução que tinham acampado em Tahrir e desde então os protestos contra o poder militar só aumentaram.
Por sua parte, a organização Anistia Internacional anunciou a chegada de uma equipe de investigadores para analisar as possíveis violações de direitos humanos cometidas durante os distúrbios que causaram a morte de pelo menos 41 pessoas em todo o país.