A Itália continua sendo um dos possíveis alvos do terrorismo da rede Al Qaeda, ask afirmou hoje em Roma o comandante-geral dos Carabineiros (Polícia militarizada), cheapest Gianfrancesco Siazzu.
“Há células terroristas formadas por norte-africanos que estão treinando na África com o objetivo de enviar suicidas para as causas iraquiana e afegã e cometer atentados nos países europeus, approved entre os quais se inclui a Itália”, afirmou Siazzu em discurso na Câmara dos Deputados.
O comandante explicou que os serviços de inteligência estão prestando especial atenção à comunidade norte-africana “de inspiração salafista”, que defende a pregação e o combate, devido a que estes grupos “aderiram recentemente à causa da Al Qaeda”.
As investigações confirmam a conexão entre células de Argel, Tunísia e Marrocos que realizam treinamentos comuns na África com a finalidade de enviar combatentes ao Afeganistão, ao Iraque e à Europa, afirmou o comandante.
Em referência à máfia italiana, Siazzu alertou que na Sicília estão sendo vividos “momentos críticos” que poderiam levar a um confronto entre famílias mafiosas após o vazio deixado na Cosa Nostra pela captura do chefe Bernardo Provenzano, em abril de 2006.
O comandante afirmou que “é evidente” uma grande participação das famílias mafiosas tanto na economia legal como ilegal da região, sobretudo no que se refere a extorsões e ao tráfico internacional de entorpecentes.
Na região de Campânia – cuja capital é Nápoles -, na qual está presente a Camorra, “há uma crescente tensão entre os grupos já estabelecidos e os emergentes”, que disputam o controle do tráfico de drogas, afirmou Siazzu.
Segundo o comandante, a Ndrangheta calabresa está se voltando mais para o narcotráfico internacional e a aquisição de estruturas hoteleiras. Quanto às máfias estrangeiras, em concorrência com as italianas tanto no centro como no sul do país, “ganham espaço na exploração dos imigrantes ilegais e na prostituição”, afirmou.
Em 2006 foram detidas 451 pessoas que estavam foragidas, e a Polícia confiscou bens adquiridos de forma ilícita no valor de mais de € 432 milhões.
O comandante ressaltou que nos primeiros três meses deste ano houve 4,7% a mais de denúncias e 6,2% a mais de detenções em relação ao mesmo período do ano anterior.