A Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro deteve hoje numa praia de Araruama os boxeadores cubanos Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux, cheap confirmaram as autoridades, view que não informaram os motivos da detenção.
“O 25º Batalhão da Polícia Militar confirmou que os dois boxeadores cubanos foram detidos e levados à Polícia Federal em Niterói”, disse à agência Efe uma porta-voz da corporação.
Lara, campeão mundial, e Rigondeaux, campeão olímpico, foram detidos na Praia Seca, na cidade de Araruama (RJ), confirmou a Polícia Militar. Não estão claras as acusações contra os cubanos. “Eles estavam desaparecidos desde os Jogos Pan-americanos”, disse a assessora, sem oferecer mais detalhes.
Porta-vozes oficiais da Polícia Federal explicaram que o fato de que os atletas tenham sido localizados não significa necessariamente que tenham que ser presos.
“Não consta que eles tenham cometido crime algum no Brasil, e nem estão em situação irregular no país, já que têm visto de 90 dias”, disse uma fonte policial, acrescentando que eles não podem ser presos simplesmente por terem fugido da Vila Pan-americana.
Rigondeaux e Lara, astros da equipe cubana de boxe, eram os favoritos para as medalhas de ouro em suas categorias. Mas estavam desaparecidos desde 22 de julho, quando não se apresentaram para a pesagem antes de suas lutas classificatórias no Pan.
Uma das possíveis causas da detenção é que eles estejam na condição de imigrantes ilegais. Os seus passaportes podem ter sido retidos na delegação cubana durante os Jogos.
Também é possível que os documentos tenham sido cancelados pelo Governo cubano, que em seguida teria comunicado a situação ao Ministério das Relações Exteriores. Mas até agora só há especulações, disse outra fonte policial.
O desaparecimento dos dois boxeadores teve ressonância mundial. As deserções foram confirmadas e condenadas pelo próprio presidente cubano, Fidel Castro. Num de seus artigos na imprensa, ele acusou de “traição” os dois pugilistas.
Castro também tinha denunciado que “na Alemanha existe uma máfia que se dedica a selecionar, comprar e promover boxeadores cubanos” usando “métodos psicológicos refinados e muitos milhões de dólares”.
Parte da imprensa dava por certo que os cubanos tinham saído do Brasil por terra, rumo à Europa. Por isso, a detenção dos dois causou surpresa.
Ringondeaux, de 26 anos, duas vezes campeão olímpico e mundial de peso galo, era uma das principais figuras de Cuba nos Jogos Pan-americanos. Lara, de 24 anos, é campeão mundial da categoria meio-médio. Até agora nenhum dos dois pediu asilo político ao Brasil.