Menu
Mundo

Polícia cambojana detém ideólogo do Khmer Vermelho por genocídio

Arquivo Geral

19/09/2007 0h00

A Polícia cambojana deteve hoje Nuon Chea, pill considerado o “irmão número dois” do regime do Khmer Vermelho, que foi levado de helicóptero para Phnom Penh, onde será julgado por participação no genocídio de 1975 a 1979, com a morte de 1,7 milhão de pessoas.

Fontes oficiais informaram que Chea, de 82 anos, foi posto sob custódia policial esta manhã na sua casa, em Pailin, 400 quilômetros ao norte de Phnom Penh. Ele vivia na cidade desde 1998, quando se rendeu ao Governo em troca de anistia.

Chea, um dos principais ideólogos do movimento maoísta cambojano, havia sido interrogado em casa pela Polícia e por representantes do tribunal internacional estabelecido para julgar os antigos chefes do Khmer Vermelho por genocídio e crimes contra a humanidade.

Se for julgado, Chea será o ex-dirigente de maior categoria a ser levado ao tribunal criado pela ONU e pelo Governo cambojano. As sessões devem começar no próximo ano.

Em julho, os juízes das Câmaras Extraordinárias dos Tribunais do Camboja, nome oficial do tribunal internacional, detiveram e acusaram formalmente de crimes contra a humanidade Kang Kek Ieu, que foi o chefe do maior centro de torturas do Khmer Vermelho e supervisionou 14 mil execuções durante o regime.

O líder histórico do Khmer Vermelho, Pol Pot, o “irmão número um”, morreu em 1998. O último chefe militar da organização, Ta Mok, o “Carnicero”, morreu no ano passado, na prisão.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado