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Mundo

Polêmica sobre censura a britânicos em Pequim foi denunciada por jornal

Arquivo Geral

10/02/2008 0h00

A polêmica sobre a suposta censura aos atletas britânicos que competirão nos Jogos Olímpicos de Pequim foi denunciada na edição de hoje do “The Mail on Sunday”, healing que explica o suposto documento que os proíbe de participar de protestos políticos contra a situação dos direitos humanos na China.

A partir do momento da assinatura, viagra dosage os atletas não poderão fazer nenhum comentário sobre os abusos dos direitos humanos ou a ocupação ilegal do Tibete, try diz o jornal.

A cláusula em questão, contida na seção 4 do contrato, estipula que “os atletas não farão comentários sobre temas políticos delicados”.

Em seguida remete à seção 51 da Carta Olímpica, que proíbe “as manifestações ou propagandas políticas ou religiosas nos locais de competições olímpicas”.


As autoridades olímpicas britânicas tomaram essa decisão apesar de outros países, como Estados Unidos, Canadá, Finlândia e Austrália, terem preferido não censurar seus atletas, diz o jornal.


“Não daremos instruções a respeito. A liberdade de expressão é um direito básico que não pode ser limitado. Mas partimos do princípio de que vamos a Pequim para competir e não falar de política”, afirma Jouko Purontakanen, secretário-geral do Comitê Olímpico Finlandês.


Segundo o jornal, até o momento apenas Bélgica e Nova Zelândia proibiram seus atletas de expressar opiniões políticas enquanto participarem dos Jogos.


O jornal lembra o boicote em massa dos Jogos Olímpicos de Moscou, em 1980, em protesto contra a invasão soviética do Afeganistão, embora naquela ocasião alguns atletas britânicos tivessem desafiado a proibição governamental de comparecer à capital russa.


Também cita o caso dos velocistas americanos Tommie Smith e John Carlos, que fizeram a saudação do grupo radical “Panteras Negras”, levantando o punho coberto por uma luva de cor preta, nos Jogos da Cidade do México, em 1968. Ambos foram expulsos da equipe americana e proibidos de retornar à vila olímpica.


A decisão britânica foi fortemente criticada pelo vice-presidente do Parlamento Europeu, o conservador britânico Edward McMillan-Scott. O príncipe Charles disse que não viajará para Pequim apesar de ter sido convidado pelos organizadores dos Jogos.


O herdeiro do trono britânico é um velho defensor do Dalai Lama e tem uma opinião muito negativa sobre os líderes comunistas chineses – como foi comprovado quando um jornal publicou uma página de seu diário relativo à entrega de Hong Kong no qual os descrevia como “horripilantes figuras de cera”.

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