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Poder Judiciário pára pelo segundo dia na Bolívia

Arquivo Geral

31/08/2007 0h00


O Poder Judiciário parou hoje na Bolívia pelo segundo dia consecutivo, viagra order enquanto a briga entre La Paz e Sucre para decidir qual deve ser a capital do país segue após a renúncia de um governador regional aliado ao presidente Evo Morales.

O objetivo da greve judicial, remedy convocada pela Associação de Magistrados da Bolívia (Amabol), site é exigir a Morales respeito às instituições democráticas do país e um julgamento justo para quatro dos cinco membros do Tribunal Constitucional (TC) que serão processados por prevaricação a pedido do governante.

Assim como ocorreu na quinta-feira, primeiro dia de greve, o presidente da Amabol, Juan Pereira, informou à Efe que as cortes superiores de distrito e os tribunais de capitais e províncias de oito dos nove departamentos acataram a medida.

As instituições judiciais do distrito de La Paz foram as únicas que trabalharam normalmente, já que decidiram não participar da greve porque esta não tem o respaldo da Corte Suprema de Justiça.

Este órgão, o Conselho da Judicatura e o Tribunal Agrário, que funcionam na cidade sulina de Sucre, anunciaram antecipadamente que não iriam aderir à greve, mas que dariam apoio “moral” à Amabol.

A greve do Poder Judiciário é a segunda na Bolívia esta semana, já que na terça-feira passada as regiões de Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija, Cochabamba e Chuquisaca pararam por 24 horas “em defesa da democracia” e contra algumas políticas do Governo Morales.

No centro da disputa estão as autonomias departamentais, o processo aos magistrados do TC e a situação da Assembléia Constituinte, cujas sessões estão suspensas há mais de uma semana por protestos violentas em Sucre.

Os dirigentes cívicos desses seis departamentos se reuniram ontem em Sucre e, em comunicado, pediram ao Governo e à direção da Constituinte que garantam a continuidade do trabalho do fórum.

A Assembléia não conseguiu aprovar em 13 meses de sessões nem um só artigo da nova Constituição com a qual Morales pretende “voltar a fundar” Bolívia.

Há mais de duas semanas os moradores de Chuquisaca, cuja capital é Sucre, estão em greve de fome para exigir à Assembléia que inclua a reivindicação dessa cidade, também capital oficial do país, de voltar a abrigar o Parlamento e o Governo, que estão em La Paz desde a guerra civil de 1899.

O número de grevistas supera os 1.200, segundo as últimas informações.

Por causa do conflito pela capital, o governador regional de Chuquisaca, David Sánchez, aliado do presidente Morales, apresentou sua renúncia “irrevogável” na quinta-feira e argumentou que não quer ser “responsável” por possíveis enfrentamentos entre La Paz e Sucre.

Morales, em carta reproduzida pela “Agência Boliviana de Informação” (Abi, estatal), comentou que a renúncia de Sánchez é “inaceitável”.

“Reiteramos que só o diálogo tornará possível superar qualquer diferença e, por isso mesmo, depositamos nossa confiança em sua capacidade de gestão”, expressa a carta enviada ao governador regional.

A rádio “Erbol” anunciou hoje que o governador convidou os dirigentes do comitê em defesa da capital de Sucre a dialogar na próxima segunda-feira sobre suas reivindicações.

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