A imprensa birmanesa, toda controlada pelo Estado, não variou durante todo o dia as informações de 22.500 mortos e 41 mil desaparecidos que foram anunciadas na véspera.
O PMA constatou que pelo menos um milhão de pessoas ficaram sem casa desde que o ciclone tropical “Nargis” passou pelo sul de Mianmar (antiga Birmânia) entre os dias 2 e 3 de maio.
Os delegados no país do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), da Organização Mundial da Saúde (OMS), do PMA, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Cruz Vermelha de Mianmar se reuniram hoje no escritório da ONU em Yangun para coordenarem o envio de equipes de reconhecimento à região.
Algumas horas depois, os jipes das agências da ONU partiam da representação para o sul com equipamentos de camping e geradores.
Diante da Prefeitura de Yangun, as autoridades formaram um comboio de ajuda formado por uma dezena de velhos caminhões-pipa e de caminhões de bombeiros para distribuir água e ajudar os atingidos pelo ciclone.
A Federação Internacional da Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho pediram hoje um fundo inicial de quatro milhões de euros (US$ 6,2 milhões) para atender às pessoas atingidas em Mianmar.