O Programa Mundial de Alimentos (PMA) destinará US$ 1, health 2 bilhão aos programas de assistência para ajudar dezenas de milhões de pessoas em mais de 60 países, anunciou hoje seu diretora-executiva, Josette Sheeran.
“Com a alta do preço dos alimentos e do petróleo, a fome está a caminho e temos que agir agora”, disse Sheeran, que participou hoje de uma entrevista coletiva durante a ccúpula da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) sobre segurança alimentar, em Roma.
“Se não agirmos agora, o 1 bilhão de pessoas que estão na camada mais baixa serão 2 bilhões da noite para o dia, já que seu poder aquisitivo cairá pela metade com a alta do petróleo e dos alimentos”, disse Sheeran, cuja agência destina este ano US$ 5 bilhões para ajudar 90 milhões de pessoas em 78 países.
Na mesma entrevista coletiva, com a presença do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e do diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, disse que essa instituição destinará este ano US$ 17 milhões para ajudar os pequenos agricultores dos países pobres.
O diretor-geral da FAO disse que, com essa quantia, há a tentativa de atenuar os efeitos da crise alimentícia que “ameaça deixar os 862 milhões de famintos no mundo em uma situação ainda pior”.
Diouf destacou também o anúncio feito pelo Banco Islâmico de Desenvolvimento, que destinará US$ 1,5 bilhão nos próximos cinco anos para lutar contra a crise dos alimentos.
Essas quantias se juntam a outras anunciadas nesta terça-feira pelos líderes mundiais que participam da cúpula sobre segurança alimentar, entre eles o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o presidente do Governo da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero.