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Piratas seqüestram navio do Iêmen apesar da advertência dos islamitas

Arquivo Geral

25/11/2008 0h00

Um grupo de piratas estabelecidos na Somália seqüestraram um navio do Iêmen, erectile apesar das advertências feitas por milícias islâmicas de que “é delito” capturar navios de países muçulmanos, confirmou hoje à Agência Efe Andrew Mwangura, diretor do Programa de Assistência aos Marinheiros (PAM).


As milícias islâmicas somalis, incluindo o grupo Al-Shabaab, que controla grande parte do país e que – segundo os EUA – tem relação com a Al Qaeda, advertiram os piratas se que “é pecado, é um delito seqüestrar um navio muçulmano”, embora não se oponham à captura de navios de países não islâmicos.


Uma destas milícias, a de Sheikh Sharif, que faz parte da Aliança para a Nova Libertação da Somália, foi ao porto de Haradhere, refúgio de piratas na região somali de Puntlândia, para tentar a liberação do petroleiro saudita “Sirius Star”, seqüestrado em 15 de novembro.


“Não nos importa que ataquem navios ocidentais ou os que pescam ilegalmente em nossas águas, mas este é de uma nação islâmica”, disse à Agência Efe Abdulrahim Isse Addou, porta-voz destes combatentes islâmicos.


Os grupos islâmicos ameaçaram atacar os piratas, mas estes responderam ao desafio.


Abdi Benlow, porta-voz do grupo que retém o “Sirius Star”, disse à Agência Efe que “temos capacidade para resistir aos fundamentalistas ou à frota ocidental” que tenta proteger os navios que transitam pela zona.


As advertências não evitaram que os piratas tenham capturado outro navio de bandeira de país muçulmano.


A Autoridade Marítima iemenita informou hoje à Efe, em Sana, que piratas capturaram um navio que tinha partido do porto de Mukala e navegava para a ilha de Socotra com uma carga de 570 toneladas de material de construção.


O dono da construtora que alugou o cargueiro, um iemenita de origem somali, iniciou contatos com chefes de tribos desse país para negociar com os piratas, que pedem US$ 2 milhões de resgate, segundo a empresa.


Este é o quinto navio seqüestrado por piratas somalis nos últimos dez dias, que foram de especial atividade e evidenciaram a capacidade dos criminosos para abordar navios cada vez maiores e em um maior raio de alcance.


Exemplo disso foi o seqüestro do “Sirius Star” – que armazena uma quantidade de petróleo avaliada em US$ 116 milhões – e pelo qual os piratas exigiram, a princípio, um resgate de US$ 25 milhões, que reduziram ontem para US$ 15 milhões.



 

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