Um grupo de piratas armados abordou hoje uma embarcação de luxo francesa quando esta se encontrava em frente ao litoral da Somália, site e mantém como reféns cerca de 30 membros da tripulação, informaram as autoridades.
O veleiro de cruzeiro Ponant, de três mastros, não estava com passageiros a bordo no momento da abordagem, que aconteceu quando a embarcação navegava entre o Iêmen e a Somália.
Segundo o Ministério da Defesa, as primeiras informações indicam que a abordagem foi feita sem utilização de armas de fogo.
O Governo ativou o “plano pirata mar”, que implica na mobilização de todos os meios disponíveis na zona, aéreos e marítimos, e contatar os aliados da França na região, enquanto uma “célula de crise” aberta no Ministério de Exteriores falará com os parentes dos marinheiros franceses.
Um avião francês de patrulha, com base em Djibuti, e um navio da Marinha francesa estão na zona. Também há navios da Marinha americana na área.
Até o momento, os navios acompanham de longe a situação e não foi iniciada nenhuma operação contra os piratas.
Quando foi atacado, no Golfo de Áden, o Ponant voltava das Ilhas Seychelles e navegava rumo ao Mediterrâneo.
A companhia CMA-CGM, armador do veleiro, afirmou que a maioria dos tripulantes é francesa.
A zona na qual o veleiro foi atacado é conhecida como cenário de atos de pirataria.
Nos últimos meses, navios da Marinha francesa escoltaram navios fretados pelo Programa Mundial de Alimentos, para protegê-los contra ataques piratas.