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Mundo

Piñera pede ao Governo de Bachelet que freie saques

Arquivo Geral

28/02/2010 20h52

O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, pediu hoje ao Governo de Michelle Bachelet que freie os saques e os atos de vandalismo nos locais mais atingidos pelo terremoto que no sábado assolou o centro e sul do país.

“Este tema de roubo, vandalismo e delinquência não tem nada a ver com atender as necessidades das vítimas”, disse Piñera, que pediu a Bachelet que utilize todos os instrumentos da lei e da Constituição para interromper os saques às lojas e aos supermercados em Concepción, Santiago e outras cidades do país.

O futuro líder disse que em cidades como Concepción e Talcahuano “estão se permitindo a proliferação de um ambiente para roubos, vandalismo e delinquência, o que está agravando as consequências do terremoto”, que já deixou 708 mortos e 2 milhões de desabrigados.

Piñera, que hoje percorreu as áreas de Maule e de Bio-Bio de aeronave, as mais atingidas pelo sismo, indicou que “certamente” o número de mortos “continuará crescendo”, pelo fato de existirem ainda vítimas sob os escombros dos prédios destruídos e um grande número de desaparecidos.

“O impacto deste terremoto e esta calamidade é mais profundo, danoso e grave do que se pensava”, assinalou o presidente eleito, que hoje mesmo se reunirá com Michelle Bachelet para coordenar a resposta diante da catástrofe.

Nesse sentido, reiterou que sua equipe de Governo se colocou à disposição do Executivo “para colaborar em tudo o que for necessário em um clima e um ambiente de união nacional”.

Lembrou que a tarefa de coordenar a emergência nos próximos dias corresponde à atual Administração, mas a reconstrução das áreas afetadas será feita no seu mandato, que começará em 11 de março.

“É claro que o terremoto não estava em nosso programa de Governo, e, portanto, vamos ter de adequá-lo ao nosso projeto para enfrentar esta enorme tarefa, desafio e responsabilidade que vai exigir um esforço gigantesco de todo o país”, apontou.

O líder afirmou que seu gabinete está preparando a reconstrução do país com o plano “Levantemos Chile”, que contará com apoio da iniciativa privada.

“A magnitude demonstra a ampla capacidade do Estado de enfrentá-la”, admitiu Piñera, quem lembrou que este terremoto não é a primeira catástrofe que vive o país.

“O Chile é um país que tem na sua história muitos desastres e sempre, unidos, soubemos enfrentar a adversidade e espero que essa unidade e esse caráter estejam agora mais fortes do que nunca”, indicou.

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