A economia no território palestino da Cisjordânia pode crescer 7% este ano, segundo dados de um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) apresentado hoje.
De acordo com o estudo, caso se confirme, a expansão será a primeira registrada na Cisjordânia desde 2005.
O FMI apresentará a análise à comunidade internacional em 22 de setembro, na sede da ONU em Nova York. Mas o representante do FMI para a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, Osama Kanaan, antecipou alguns detalhes do documento.
“Caso o relaxamento das restrições na Cisjordânia tenha continuidade no resto do ano, projeta-se que o Produto Interno Bruto (no território) subirá aproximadamente 7% em 2009, o que representará o primeiro aumento substancial nos níveis de vida desde 2005”, diz o texto.
Por trás dessa expansão, destacou o especialista, estariam as reformas promovidas pela Autoridade Nacional Palestina (ANP) nas áreas econômica e de segurança, além dos investimentos em obras públicas, que desde o fim de 2008 contribuem para a melhora das condições de vida no território.
Outro facilitador foi a aplicação de uma política orçamentária mais prudente, que possibilitou o pagamento de salários atrasados e de dívidas contraídas junto a setores privados.
O relatório destaca ainda o relaxamento nas restrições impostas por Israel ao comércio interno e à circulação de pessoas e a entrega direta das doações da comunidade internacional ao Governo do primeiro-ministro Salam Fayyad.
No entanto, o FMI lembra que a situação na Faixa de Gaza continua sendo muito difícil e que, mesmo se o bloqueio exercido por Israel e o Egito a este território fosse aliviado, o PIB local cresceria apenas 1%.