Representantes de quase 30 companhias de petróleo e gás da América Latina e do Caribe, que representam mais de 90% das operações do ramo na região, se reuniram hoje em Punta del Este, no Uruguai, para avaliar a situação do setor perante a crise internacional.
A conferência é organizada pela Associação Regional de Empresas de Petróleo e Gás Natural na América Latina e no Caribe (Arpel), fundada há 43 anos e com sua sede em Montevidéu.
“Os efeitos da crise são imensos e não se sabe qual pode ser o preço do petróleo e do gás na próxima semana, no próximo mês, no ano que vem e muito menos em cinco anos. Porém, o futuro não foi cancelado”, afirmou o brasileiro Milton Costa Filho, presidente do diretório da Arpel.
No entanto, “o consumo de energia para a vida humana, não tem retorno ou marcha ré”, enfatizou Costa Filho na abertura da Conferência Arpel 2009, sobre o desenvolvimento sustentável e o papel da indústria do petróleo e do gás na América Latina e no Caribe.
“Precisamos de um consumo mais racional e eficiente da energia, mas temos que ser conscientes de que o que não se faz hoje em matéria de desenvolvimento energético, vamos começar a sofrer em cinco anos”, completou.
Para o brasileiro, a reunião de Punta del Este “é uma das mais importantes nos 43 anos da Arpel”, associação formada por 29 empresas petrolíferas da região, dois terços delas estatais.
“Realizamos a reunião em tempos de muita turbulência, mas, como foi dito, também são tempos de oportunidades”, afirmou.
Segundo ele, a reunião de dois dias permitirá “avançar, de maneira conjunta, na definição da agenda energética da região para os próximos anos”.
A Arpel foi fundada em 1965 por oito petrolíferas estatais e, em 1993, começou a incorporação de empresas privadas. Dois anos depois, deu espaço a entrada de algumas firmas de fora da região.
Há 11 anos, em 1998, foi autorizada a entrada de todas as empresas petrolíferas e de gás com negócios na região.