O preço do barril de Petróleo Intermediário do Texas (WTI, pills leve) superou hoje os US$ 115, minutos antes do fechamento do pregão em Nova York, em uma jornada muito volátil e durante a qual foram divulgados os dados sobre as reservas de petróleo e gasolina dos Estados Unidos, que ficaram abaixo do que se esperava.
O valor dos contratos de petróleo WTI, para entrega em maio, atingiu um recorde histórico, aos US$ 115,07, pouco antes de finalizar a atividade na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o que representa um aumento de US$ 1,28 em comparação à cotação de terça-feira.
O mercado nova-iorquino estabeleceu finalmente um preço oficial de fechamento de US$ 114,93 o barril (159 litros), US$ 1,14 mais que no dia anterior.
A tendência de alta do petróleo na última hora de pregão também contagiou os preços dos combustíveis e levou os contratos de gasolina e de gasóleo de calefação também a níveis históricos.
O galão de gasolina (3,78 litros) para entrega em maio finalizou a US$ 2,9390, US$ 0,05 mais que no pregão anterior, após tocar uma máximo de US$ 2,9427.
Os contratos de gasóleo de calefação para esse mês terminaram a US$ 3,2830, US$ 0,01 mais que no dia anterior.
Os contratos de gás natural para entrega em maio terminaram a US$ 10,43 por mil pés cúbicos, US$ 0,22 mais caros que na terça-feira.
O petróleo WTI foi negociado hoje em um ambiente muito volátil, à medida que os operadores nova-iorquinos digeriam os dados de reservas divulgados pelo Departamento de Energia e que, como ocorreu na semana anterior, pegou de surpresa o mercado.
As reservas de petróleo armazenadas na semana passada diminuíram em 2,3 milhões de barris e o total, de 313,7 milhões, é 6% inferior ao do ano passado.
Os analistas previam um aumento de algo mais de um milhão de barris, o que levou o preço do petróleo a reagir imediatamente em alta, estando a ponto de alcançar os US$ 115 por barril antes de se chegar ao meio da sessão.
As reservas de gasolina minguaram em 5,5 milhões de barris, mais do dobro do previsto e o total, de 215,8 milhões, é 8% superior ao volume de 2007.
As reservas de produtos destilados, que inclui o gasóleo de calefação e o diesel, aumentaram em 100 mil barris e o volume total ficou em 106,1 milhões, 11,7% menos que no ano anterior.
O relatório semanal do DOE revelou, além disso, que as refinarias dos EUA reduziram seu ritmo de produção e operaram a 81,4% de capacidade, 1,6% menos que na semana anterior.
Também se constatou que as importações de petróleo destinadas aos EUA caíram 33 mil barris e registraram uma média diária de 8,9 milhões de barris.
Os dados relativos à demanda deram sinais de recuperação, após algumas semanas com tendência de redução no consumo.
O volume de combustíveis fornecido ao mercado, algo que se toma como uma referência da demanda, foi de uma média de 20,6 milhões de barris nas últimas quatro semanas, 0,1% superior ao mesmo período de 2007.
A demanda específica de gasolina ficou em uma média de 9,3 milhões de barris diários nesse período, 0,8% mais que há um ano, enquanto a de destilados foi de uma média de 4,2 milhões de barris, 0,9% menos que há um ano.
A moeda americana se desvalorizou hoje de maneira notória frente ao euro e outras moedas, o que encorajou um dia mais as compras de petróleo e de matérias-primas negociadas em dólares nos mercados internacionais, como ocorre também com o ouro.
O preço do petróleo WTI fechou na segunda-feira, pela primeira vez, a mais de US$ 111, na terça-feira ultrapassou os US$ 113 e hoje chegou aos US$ 115, o que ilustra a forte pressão de alta que predomina no mercado nova-iorquino.
A paralisação por alguns dias de um sistema de transposição de petróleo nos EUA, o fechamento de alguns portos no México por conta de um temporal e sabotagens a instalações petrolíferas na Nigéria, favoreceram também nos últimos dias para a escalada dos preços.