O preço do barril de Petróleo Intermediário do Texas (WTI, sick leve) fechou hoje em alta de 2,2%, em Nova York, atingindo um recorde histórico de US$ 110,87, após a divulgação dos dados de reservas de petróleo e combustíveis nos Estados Unidos, que foram mais desfavoráveis do que se previa.
Ao fim da sessão regular na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos de petróleo WTI para maio aumentaram US$ 2,37 ao valor anterior e superavam assim o preço recorde de US$ 110,33 registrado no dia 13 de março.
Durante a sessão de hoje, o barril de petróleo WTI chegou a ser negociado a US$ 112,21, nível nunca antes alcançado no mercado nova-iorquino.
A forte escalada no preço do petróleo foi acompanhada pela valorização dos combustíveis.
Os contratos do gasóleo de calefação para entrega em maio fecharam o dia US$ 0,12 mais caros que o dia anterior, sendo vendidos a US$ 3,2345 o galão (3,78 litros)
O preço do gás natural para entrega no mesmo mês subiu US$ 0,36 e finalizou o dia cotado a US$ 10,05 por mil pés cúbicos.
Os contratos de gasolina para maio subiram US$ 0,02 em seu preço anterior e terminaram a sessão a US$ 2,7742 o galão.
Menos de um mês do recorde anterior, de US$ 111, o preço do petróleo voltou a ultrapassar sua marca histórica, sendo negociado, pela primeira vez, a US$ 112 o barril.
A forte escalada de alta se iniciou logo após a divulgação feita pelo Departamento de Energia (DOE) dos EUA de seu relatório semanal sobre as reservas de petróleo e combustíveis, que mostrou em geral um panorama mais pessimista do que o esperado pelo mercado.
As reservas de petróleo caíram em 3,2 milhões de barris na semana passada, enquanto os analistas esperavam aumento de mais de dois milhões de barris.
O total, de 316 milhões de barris, é 4,9% inferior ao do mesmo período no ano anterior.
As reservas de gasolina minguaram em 3,4 milhões de barris, também mais do que se previa e o total, de 221,3 milhões, é 10,2% superior ao volume do ano passado.
As reservas de destilados, que incluem o gasóleo de calefação e o diesel, diminuíram em 3,7 milhões de barris, o que deixou o total em 106 milhões ou 11,5% abaixo do nível do ano passado.
O relatório do DOE reflete, por outro lado, que o fluxo de importações de petróleo para o mercado americano também diminuiu com força, o que pode influir na redução de reservas.
As importações de petróleo ficaram, na última semana, em uma média de 8,9 milhões de barris diários, o que representa uma queda de 1,4 milhões de barris em relação ao anterior.
As refinarias americanas aumentaram seu ritmo de produção e operaram a 83% de capacidade, 0,6% mais que na semana anterior.