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Petróleo se beneficia mais uma vez de queda de reservas americanas

“Os preços do petróleo foram impulsionados pela queda das reservas, tanto de petróleo bruto como de produtos refinados”, resumiu Andy Lipow

Redação Jornal de Brasília

27/08/2025 18h50

Foto: DELIL SOULEIMAN / AFP

Foto: DELIL SOULEIMAN / AFP

Os preços do petróleo ganharam terreno nesta quarta-feira (27), impulsionados por uma nova queda nas reservas americanas de petróleo bruto e uma demanda que continua sólida nos Estados Unidos.

O barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em outubro, subiu 1,23%, chegando a 68,05 dólares. Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI) para setembro, avançou 1,42%, a 64,15 dólares.

“Os preços do petróleo foram impulsionados pela queda das reservas, tanto de petróleo bruto como de produtos refinados”, resumiu Andy Lipow, da Lipow Oil Associates, à AFP.

Durante a semana encerrada em 22 de agosto, as reservas comerciais dos EUA diminuíram em 2,4 milhões de barris, enquanto os analistas esperavam uma redução de cerca de 2 milhões, segundo o consenso estabelecido pela agência Bloomberg.

Ao todo, e excluindo a reserva estratégica, os estoques estavam em 418,3 milhões de barris.

Por outro lado, a reserva estratégica voltou a subir e alcançou 404,2 milhões de barris, o nível mais alto desde outubro de 2022.

Além disso, a quantidade de produtos refinados entregues ao mercado americano, indicador implícito de demanda, aumentou ligeiramente (+0,5%). Sobretudo, a demanda por gasolina – categoria amplamente observada pelos operadores – ganhou impulso (+4,5%) e superou novamente a barreira simbólica de 9 milhões de barris por dia.

“A demanda é boa (…) e esperamos uma recuperação” ainda mais acentuada, graças ao fim de semana prolongado do Dia do Trabalho na próxima segunda-feira nos Estados Unidos, comentou Lipow.

Ao mesmo tempo, a tarifa alfandegária imposta pelos EUA aos produtos indianos importados aumentou nesta quarta-feira de 25% para 50%, uma decisão tomada pelo presidente Donald Trump em retaliação às compras de petróleo russo por Nova Deli.

“Agora que essas tarifas (…) entraram em vigor, o mercado observará se a Índia mantém seu nível atual de compras de petróleo bruto da Rússia ou se o país o reduz ligeiramente”, afirmou Lipow.

Depois da China, a Índia é o principal comprador de petróleo da Rússia, representando em 2024 cerca de 36% de suas importações desse produto em comparação com aproximadamente 2% antes do início da guerra na Ucrânia em 2022, segundo dados do Ministério do Comércio da Índia.

© Agence France-Presse

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