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Petróleo Brent fecha a US$ 108,20, após bater novo recorde durante sessão

Arquivo Geral

10/04/2008 0h00

O barril de petróleo Brent, viagra de referência na Europa, cost fechou hoje acima dos US$ 108 em Londres depois de ter tocado os US$ 110 durante a sessão e marcado um novo recorde, influenciado pela redução das reservas nos Estados Unidos e pela queda do frente a outras divisas.

O barril do Brent para entrega em maio acabou a sessão na Bolsa Intercontinental de Futuros (ICE, na sigla em inglês) em US$ 108,20, US$ 0,27 menos que no pregão anterior, quando fechou o dia a US$ 108,47.

Embora tenha moderado seu preço no final, o petróleo do Mar do Norte passou hoje boa parte do pregão cotado próximo aos US$ 110, tendo registrado durante a manhã o recorde de US$ 109,98.

A nova escalada do petróleo começou depois que o Departamento de Energia dos EUA informou, na quarta-feira, que as reservas de petróleo do país decresceram em 3,2 milhões de barris na semana passada, totalizando 316 milhões.

Esse anúncio, que gerou também o encarecimento do petróleo Texas (WTI), de referência nos EUA, surpreendeu os analistas, que esperavam um aumento de mais de dois milhões de barris nas reservas de petróleo do maior consumidor energético do mundo.

Na quarta-feira, o preço do barril do Texas subiu 2,2% no mercado nova-iorquino e fechou a um recorde histórico de US$ 110,87, afetando o preço do Brent tanto ontem como hoje.

Além da queda das reservas nos EUA, a cotação do petróleo foi influenciada pela fraqueza do dólar frente ao euro.

A moeda européia bateu hoje um recorde no mercado de divisas de Frankfurt ao ser vendida a US$ 1,5912, enquanto, por sua vez, a libra esterlina resistiu frente ao dólar, mas se debilitou frente ao euro, ao se negociar um euro por 0,8029 libras.

O preço do barril da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) também subiu e se situou na quarta-feira em US$ 102,38, um aumento de 0,5% em relação à jornada anterior, informou hoje o secretariado do cartel petrolífero em Viena.

Segundo o diretor-executivo da Agência Internacional da Energia (AIE), Nobuo Tanaka, um dos principais motivos do aumento dos preços do petróleo poderia ser o baixo nível da capacidade excedente de produção de petróleo.

“Não há uma explicação única (da alta dos preços)”, disse Tanaka em Paris, embora tenha destacado como “principal motivo” a redução dessa capacidade excedente: a diferença entre o que se produz efetivamente e o que se poderia produzir nos poços em exploração.

Em um discurso durante a Cúpula Internacional do Petróleo na capital francesa, Tanaka explicou que há alguns anos essa margem excedente se situava entre três e quatro milhões de barris diários e agora o número diminuiu.

Outra questão, apontada pelo principal responsável da AIE (que reúne os principais países consumidores de energia da OCDE) é a deficiência na informação dos mercados e a esse respeito disse que “o maior problema é a falta de dados sobre as reservas” em muitos países.

O diretor-executivo enfatizou que “há uma necessidade urgente” de estimular o investimento para elevar o teto das possibilidades de extração, um aspecto que não recebeu a devida atenção nas últimas décadas.



 

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