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Petro denuncia ‘possível fraude’ nas eleições da Colômbia

Presidente critica software usado nas eleições e pede mobilização de fiscais; Procuradoria-Geral afirma que transparência do processo está garantida

Redação Jornal de Brasília

24/02/2026 15h34

gustavo petro

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, denunciou uma “possível fraude” nas próximas eleições, questionando a confiabilidade do software usado para a contagem prévia dos votos.

O país elegerá novos membros do Congresso em 8 de março e o sucessor de Petro em 31 de maio. O atual mandatário, primeiro presidente de esquerda na história do país, está impedido por lei de se candidatar novamente.

Em uma longa mensagem no X na madrugada desta terça-feira (24), Petro expôs a suposta “persistência da fraude eleitoral na Colômbia”, que teria afetado sua força política nas eleições de 2014, 2022 e, segundo ele, nas próximas de 2026.

“O software de pré-contagem ilegal que existe hoje é o mesmo que existia na fraude de 2014 (…) Também em 2022 temos provas de fraude”, afirmou.

“Dadas essas circunstâncias (…) que devo denunciar, a possível fraude só será enfrentada com 60 mil fiscais eleitorais” da esquerda nas mesas de votação, acrescentou.

A Procuradoria-Geral, que fiscaliza a integridade dos funcionários públicos, rejeitou as declarações de Petro. Em comunicado, assegurou que a transparência das eleições está garantida e pediu respeito às autoridades eleitorais.

A “pré-contagem” é um registro rápido de votos a partir de amostras estatísticas das mesas eleitorais, que mais tarde é confirmado ou não por uma apuração oficial. O processo é usado em vários países da região e, na Colômbia, é um instrumento sem valor jurídico, que tem apenas fins informativos e permite conhecer os resultados com maior rapidez.

Petro questiona a empresa colombiana ASD, que desenvolveu o software usado para a contagem preliminar nas eleições de 2014, 2022 e 2026.

Com a contratação dessa companhia, “não há segurança de transparência nas próximas eleições”, disse.

O software da ASD já foi alvo de críticas nas eleições de dezembro em Honduras, em que a apuração foi paralisada com 57% de avanço na leitura das atas por “problemas técnicos”.

Petro defende que um software desenvolvido pelo Estado colombiano seja utilizado.

O senador de esquerda Iván Cepeda, herdeiro político de Petro, lidera as pesquisas de intenção de voto junto com o advogado e empresário de direita Abelardo de la Espriella.

AFP

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