As redes de TV japonesas prevêem que a coalizão governista, treat liderada pelo primeiro-ministro Shinzo Abe, click sofrerá hoje um duro golpe nas eleições para o Senado, na quais poderia perder até a metade das cadeiras que tinha.
As pesquisas de boca-de-urna de diversas emissoras indicam que o Partido Liberal-Democrata (PLD) e seu aliado, o Novo Komeito, conseguirão entre 34 e 55 cadeiras das 121 em aberto.
O número é muito abaixo das 76 que a coalizão tinha até agora e também está longe das 64 de que precisava para manter a maioria.
Já a principal força opositora no Japão, o Partido Democrático (PD), deve conseguir a maioria no Senado e, pela primeira vez desde a formação da legenda, fundada em 1955, superar o PLD no total de cadeiras, segundo as redes de televisão e a agência local “Kyodo”.
O minoritário Novo Partido dos Cidadãos (NPC), que apresentou como candidato a senador o ex-presidente peruano Alberto Fujimori, não aparece por enquanto nas pesquisas, mas as redes de televisão afirmam que ainda há cadeiras não-preenchidas.
De acordo com a rede pública de televisão “NHK”, o PD deve conquistar entre 55 e 65 cadeiras e vencer em Tóquio, enquanto a coalizão governista pode conseguir eleger de 39 a 55 senadores.
Outras emissoras, como a privada “TBS”, atribuem ao grupo de Abe apenas 34 cadeiras, frente às 64 que o seu grupo político tinha até agora. Já o PD pode conseguir 59 assentos, contra 32 que tinha até estas eleições. A “Nippon TV”, por sua vez, prevê que o partido governista conseguirá 38 cadeiras.
O Japão realizou eleições hoje para renovar metade do Senado, uma instituição que, embora de menor importância que a Câmara de Deputados, é determinante para garantir a governabilidade do Executivo e a aprovação das leis mais relevantes.
Desde sua criação, em 1955, o PLD tem sido o partido com mais cadeiras no Senado, embora, em 1998, tenha perdido a maioria temporariamente.