Só 3% dos executivos-chefes das principais empresas britânicas são mulheres, segundo uma pesquisa publicada hoje pelo dominical “The Observer”.
O estudo constatou ainda que as mulheres só ocupam 34 dos 970 postos de diretor-executivo nas 350 maiores empresas com ações negociadas na Bolsa de Valores de Londres.
A situação melhora um pouco em relação aos postos de direção sem função executiva: as mulheres ocupam 204 vagas de um total de 1.772.
A pesquisa também revelou que só quatro mulheres presidem companhias (1,3% do total de presidentes de empresas) e que 132, entre elas bancos como o Barclays e o Royal Bank of Scotland, não têm nenhuma mulher diretora.
A situação poderia ser bem pior, já que mais de nove de cada dez empresas acham que seguem uma política de igualdade de oportunidades.
Diante de tal realidade, a ministra da Mulher e da Igualdade, Harriet Harman, chamou de “antiquadas” as companhias que não têm uma só mulher em seu conselho administrativo.
Entre as exceções, encontra-se o grupo de comunicação Pearson, que publica o jornal “Financial Times”. Além de ter uma mulher em seu conselho diretor – Marjorie Scardino -, a empresa tem uma diretora financeira.
Segundo Virginia Bottomley, ex-deputada conservadora e hoje diretora de uma empresa de headhunters, as mulheres são maioria na população e entre os estudantes de direito e de medicina, por isso é inexplicável não estarem melhor representadas na sociedade.
O que ocorre, segundo Bottomley, é que os encarregados das novos contratações costumam preferir pessoas que mais se parecem com eles.