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Mundo

Pesquisa mundial revela que maioria apóia retirada imediata do Iraque

Arquivo Geral

07/09/2007 0h00

A maioria das pessoas que participaram de uma pesquisa mundial sobre a ocupação militar no Iraque defende a saída imediata ou a curto prazo das tropas estrangeiras.

Cerca de 39% das pessoas ouvidas pela “BBC” em 22 países quer que as tropas saiam já, link enquanto 28% defendem uma retirada gradual.

Apenas 23% preferem que as tropas americanas, britânicas e de outros países continuem até que o Iraque possa ser considerado um país seguro.

Nos Estados Unidos, uma em cada quatro pessoas defende uma retirada imediata. Já 32% preferem que os problemas de segurança do país árabe sejam resolvidos antes.

Em 19 dos países onde foi feita a pesquisa, a maioria dos entrevistados se mostrou partidária da saída das tropas em caráter imediato ou no máximo em um ano.

Só em três países – Quênia, Filipinas e Índia – não houve uma maioria defensora da retirada em um ano.

Os habitantes dos países muçulmanos, junto com os do México, demonstraram ser os maiores defensores da retirada imediata: em torno de 68% dos mexicanos, 65% dos indonésios, 64% dos turcos, e 58% dos egípcios.

A idéia da saída imediata foi menos popular justamente nos países que têm mais tropas: só 22% dos australianos, 24% dos americanos e 27% dos britânicos defendem essa ação.

Comentando os resultados da pesquisa, o ministro iraquiano de Educação, Abid Dhyab al-Ajili, disse à “BBC” que a situação pioraria se as tropas estrangeiras saíssem atualmente do Iraque.

“Portanto tudo depende de nossos vizinhos. Acho se as tropas americanas saíssem do Iraque, a situação melhoraria a longo prazo”, acrescentou.

Doug Miller, da empresa Globescan, que realizou a pesquisa com um universo de 23.193 pessoas, afirmou que “o peso da opinião pública mundial” contradiz os governantes de EUA, Austrália e Reino Unido, que insistem que as tropas têm que continuar no Iraque até a segurança voltar ao país.

Sobre se os EUA tentariam manter bases militares permanentes no Iraque, metade respondeu que sim, enquanto só 36% disseram acreditar que, uma vez conseguida a estabilidade do país árabe, todas as tropas estrangeiras vão sair.

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