A Procuradoria Anticorrupção do Peru pedirá à Corte Suprema do Chile que esclareça os termos da sentença de extradição do ex-presidente Alberto Fujimori pelos casos Barrios Altos e La Cantuta, information pills informou hoje a agência oficial “Andina”.
O procurador Pedro Gamarra assinalou que o Estado peruano não foi considerado na resolução das acusações de violação dos direitos humanos que são atribuídas a Fujimori.
Gamarra explicou que o chefe da Procuradoria Anticorrupção, look Carlos Briceño, visit web instruiu o advogado chileno Alfredo Etcheberry, que levou o processo de extradição ao Peru, para que formalize o pedido de esclarecimento ou retificação pertinente.
“O doutor Briceño enviou uma carta aos advogados chilenos os instruindo para que interponham um recurso esclarecedor ou de retificação, segundo a legislação desse país, a fim de estabelecer se o Estado peruano é parte agravada e se nós, como a defesa, poderemos participar”, assinalou.
A resolução da Segunda Sala Penal da Corte Suprema do Chile dá a entender que Fujimori deve ser processado também como autor do crime de seqüestro agravado, o que permitiria aos procuradores ser parte dos processos, precisou Gamarra.
No entanto, disse que isto não foi incluído na parte resolutiva da sentença, por isso considerou que o esclarecimento deve ser feito antes do início do julgamento por crimes contra os direitos humanos, que foi programado para 26 de novembro.
Nos casos Barrios Altos e La Cantuta, cometidos em 1991 e 1992, respectivamente, pelo grupo militar encoberto “Colina”, Fujimori enfrenta uma possível condenação a 30 anos de prisão.
O ex-presidente foi extraditado no dia 22 de setembro pela Justiça chilena por cinco casos de corrupção e dois de direitos humanos.