Em desesperada busca por sobreviventes, advice sem serviços básicos e com problemas nos sistemas de comunicação, pharm o Peru enfrenta hoje as conseqüências do terremoto desta quarta-feira, search enquanto chegam mostras de condolências e ofertas de ajuda vindas de todo o mundo.
Pelo menos 387 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas, afirmaram à agência Efe fontes do Corpo de Bombeiros do Peru. Já a Onu diz que foram 450 pessoas mortas e pelo menos 1.500 feridas, além de 377 casas destruídas.
O tremor de 7,9 graus na escala Richter pôde ser sentido fortemente em todo o país, apesar de ter afetado com maior intensidade as cidades de Pisco, Ica, Chincha, no departamento (estado) de Ica; e Cañete, no de Lima, nas quais foi declarado estado de emergência.
O epicentro do forte terremoto, que sentido inclusive nos países vizinhos, foi no mar, a 167 quilômetros ao sul de Lima e em frente ao litoral da cidade de Pisco.
A localidade, situada a mais de 200 quilômetros ao sul de Lima, ficou 70% destruída e amanheceu sem água, luz e com problemas nas comunicações, como informou seu prefeito, Juan Mendoza, à imprensa local.
Imagens divulgadas pela televisão local mostraram dezenas de cadáveres espalhados pelas ruas e praças de Pisco. Os esforços das equipes de resgate se concentram na igreja de São Clemente, que ruiu totalmente enquanto era realizada uma missa, da qual participavam centenas de fiéis.
O presidente peruano, Alan García, chegou a Pisco na manhã de hoje para inspecionar as ações de apoio aos atingidos pelo terremoto e anunciou que em breve chegará ajuda internacional.
Ao longo do dia se multiplicaram as mostras de apoio vindas de todo o mundo, entre elas as da Casa Real da Espanha; do presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero; do Papa Bento XVI; do presidente da Rússia, Vladimir Putin; e da França, Nicolas Sarkozy.
O presidente do brasil, Luís Inácio Lula da Silva; do México, Felipe Calderón; da Argentina, Néstor Kirchner; do Chile, Michelle Bachelet; do Equador, Rafael Correa; e da Colômbia, Álvaro Uribe, entre outros, também expressaram sua disposição em ajudar a enfrentar os danos provocados pelo tremor.
Três aviões partiram esta madrugada de Lima em direção à zona mais afetada com várias toneladas de comida, cobertores, tendas de campanha e remédios e sua distribuição será coordenada a partir da área da catástrofe.
O presidente peruano anunciou também a criação de “uma ponte aérea com Lima para transferir os feridos e permitir que os hospitais da região não fiquem saturados”.
Em Ica, 300 quilômetros ao sul de Lima, foram improvisados desde ontem à noite hospitais de campanha para atender os feridos no meio da escuridão, já que o terremoto fez com que faltasse energia elétrica.
Em Chincha 600 detentos da prisão de Tambo de Mora fugiram após a queda dos muros do centro penitenciário. Até o momento só foram capturados 29 deles.
Também caíram os muros de outro presídio da região de Ica, apesar de nenhum recluso ter fugido do local, segundo a ministra da Justiça, María Zavala.
O medo de um tsunami na costa do país foi afastada definitivamente, apesar das fortes ondas terem desalojado os moradores de algumas áreas, como em La Punta del Callao, uma zona residencial localizada em uma pequena península ao nível do mar nos arredores de Lima.
A região mais afetada pelo tremor faz parte da rota turística que leva às míticas Linhas de Nazca; e Ica, rodeada de dunas, onde fica o balneário de Huacachina, um oásis no meio do deserto.
A Reserva Nacional de Paracas também sofreu a força do terremoto e das ondas, que destruíram o principal hotel da área, sem que até o momento tenha sido informado sobre vítimas.
Desde o terremoto foram sentidas no Peru cerca de 340 réplicas do tremor, a última dela às 10h29 hora local (12h29 de Brasília), que foi de 5,1 graus na escala Richter de acordo com o Instituto Geofísico do Peru.