Uma equipe de peritos húngaros chegou à conclusão que o romeno de origem húngara Arpad Magyarosi, implicado pela Polícia boliviana em uma tentativa de assassinato contra o presidente Evo Morales, “foi executado” em abril deste ano.
Peter Tarjany, um dos integrantes da equipe de especialistas, revelou hoje à TV pública da Hungria alguns detalhes da investigação, iniciada a pedido da família.
A versão dos peritos húngaros, que analisaram os resultados da primeira autópsia feita em Magyarosi, contradiz a Polícia boliviana, que atribuiu a morte dos matadores de aluguel a um tiroteio.
Os especialistas disseram que também estudaram as fotos tiradas no quarto do hotel onde, em 16 de abril, a Polícia boliviana matou Magyarosi, o boliviano de origem húngara Eduardo Roza Flores e um irlandês.
Com esse material, os peritos húngaros concluíram que Magyarosi “tinha se rendido e levantado as mãos” quando recebeu os sete tiros que o mataram.
“Ele recebeu três tiros nos braços e depois, já no chão, foi baleado mais quatro vezes no corpo”, afirmou Tarjanyi à TV húngara.
O especialista disse ainda que o romeno agonizou durante meia hora e que no corpo dele foram encontrados sinais de maus-tratos.
A versão das autoridades bolivianas é diferente. Segundo a Polícia, três supostos terroristas morreram durante uma operação para desarticular uma quadrilha de matadores de aluguel que supostamente pretendia matar Morales.
Depois de um intenso tiroteio, que durou cerca de meia hora, outros dois integrantes do grupo foram detidos.
Segundo os peritos húngaros, “seria necessário criar uma comissão internacional de investigação” para esclarecer o ocorrido.