“Enquanto homem de paz, acho que só há uma solução: a paz que se derivará de um acordo negociado”, disse Peretz em entrevista concedida ao jornal marroquino “La Nouvelle Tribune”.
“Estamos em uma situação na qual prima a violência extrema. É muito difícil discutir sob o fogo dos fuzis ou das bombas”, disse o ex-ministro, para quem “é preciso decisões reais e uma dinâmica mais potente”, não só “chegar a um acordo, mas também colocá-lo em andamento”.
O trabalhista expressou seu desejo de que esse pacto inclua o movimento islâmico Hamas, “um elemento central da sociedade palestina”, e mostrou sua disposição em se encontrar com os dirigentes desse grupo, em uma reunião que seria “um primeiro passo para o reconhecimento mútuo”.
Peretz reiterou sua “oposição à destruição de infra-estruturas civis e qualquer punição coletiva” e, em conseqüência, voltou a afirmar publicamente sua “clara” oposição ao bloqueio à Faixa de Gaza.
Além disso, segundo o jornal, disse acreditar que os palestinos “querem a paz” e “possuem o legítimo direito de ter sua pátria e tramitar seu destino com independência de qualquer controle externo”.