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Mundo

Peres confiante que processo de paz seguirá adiante em Gaza

Arquivo Geral

16/10/2009 0h00

O presidente de Israel, Shimon Peres, se mostrou confiante com a continuidade do processo de paz, porque compartilham com as autoridades palestinas as bases de uma trégua com os dois Estados, mas não uma paz romântica.

“Estamos de acordo em uma solução para os dois Estados, aceita pelas duas partes e pelo resto do mundo”, explicou Peres em entrevista publicada hoje pelo jornal francês “Le Figaro”.

Ele destacou, no entanto, que “não existe nenhuma possibilidade para que nasça uma história de amor entre israelenses e palestinos”, explicando o conceito de paz romântica, mas por uma situação de necessidade, como a consolidada por Israel com Egito e Jordânia.

“É difícil, mas sou otimista. Não prometo uma paz perfeita, mas uma paz que permita aos palestinos e a nós mesmos viver sem a ameaça de sermos assassinados”, disse Peres.

Nesta semana, foi debatido no Conselho de Segurança da ONU o relatório Goldstone, que denúncia uma possível comissão de crimes de guerra e contra a humanidade durante o conflito em Gaza, cuja investigação Israel não quis cooperar.

O presidente israelense queixou-se de “uma decisão unilateral de examinar os crimes de Israel. Entre as 26 recomendações da comissão de investigação do juiz (Richard) Goldstone, nenhuma apresenta como combater o terrorismo”.

“O relatório é totalmente parcial, pois existe na ONU uma maioria contra Israel que nunca se preocupou com as violações de direitos humanos cometidas por outros países. Não acho que Israel deva receber lições de direitos humanos da Líbia ou do Paquistão”, disse, acrescentando que o seu país não começou a guerra de Gaza.

Além disso, o relatório estimula o Conselho de Segurança a obrigar os dois grupos – Israel e Hamas – a investigar os fatos sob a ameaça de transferir o caso à Tribunal Penal Internacional.

Quanto à relação com a Administração do presidente Barack Obama, Peres declarou que “os palestinos cometeram um erro, ao pensar que os Estados Unidos haviam abandonado Israel, enquanto ocorreu o contrário. Não fomos abandonados pelos Estados Unidos”, concluiu o presidente israelense.

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