O terremoto de magnitude 6, salve 8 na escala Richter que na segunda-feira passada atingiu a região de Niigata, no noroeste do Japão, deixou perdas no valor de ¥ 1,5 trilhão (US$ 12,5 bilhões), informaram hoje fontes do Governo da província.
Quase a metade das perdas se deve às interrupções no fornecimento de energia causadas pelo fechamento por tempo indeterminado da usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, a maior do mundo em capacidade, segundo fontes oficiais citadas pela agência local “Kyodo”.
A usina registrou vazamentos de água radioativa devido ao sismo.
Além de deixar dez mortos e cerca de mil feridos, o terremoto destruiu 9.800 casas e obrigou 3 mil pessoas a se refugiarem em abrigos temporários em Kashiwazaki, a cidade mais afetada pelo tremor.
Na mesma localidade, o terremoto atingiu as instalações da companhia Riken, que fornece peças para a indústria automobilística japonesa, impedindo a conclusão de 100 mil veículos de doze marcas, entre elas Toyota, Nissan e Honda.
A Toyota, o primeiro fabricante do Japão, anunciou hoje que sua produção será reduzida em 55 mil unidades, mas que o corte não alterará sua meta de produção global de 9,34 milhões de veículos em 2007.