“Acho que esta política será mantida por um período de tempo”, disse hoje o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Qin Gang, ao ser perguntado em entrevista coletiva sobre se a medida é temporária ou permanente.
Qin acrescentou que estas medidas, que estão representando a negativa aos vistos de várias entradas de empresários estrangeiros na China, correspondem a uma preocupação com a “segurança nacional”.
A política de vistos “está destinada a preservar nossa segurança nacional e a garantir que nossa sociedade é segura, e que os estrangeiros na China estão a salvo”, declarou o porta-voz chinês.
O Governo australiano pediu hoje uma explicação às autoridades chinesas em Pequim e Hong Kong sobre as novas restrições, que representaram a interrupção da emissão destas autorizações.
Embora Pequim insista que os vistos de várias entradas estão disponíveis, reconheceu que os consulados “levarão em consideração a necessidade real do solicitante” e exigem que empresários e turistas juntem recibos de hotel e de vôos como condição para a obtenção de entradas.
“Não é verdade que todos os vistos de várias entradas tenham sido suspensos. De fato, realizamos algumas mudanças em conformidade com práticas internacionais, o que quer dizer que o processo de aprovação é mais rigoroso e sério”, declarou Quin.
A medida coincide com os protestos registrados em todo o mundo contra o Governo da China por causa da política deste no Tibete – onde em março passado ocorreram os piores distúrbios da região em duas décadas -, e devido ao anúncio de Pequim de que poderiam ocorrer atentados durante os Jogos Olímpicos, em agosto, na capital chinesa.
Diante das análises que afirmam que a China está novamente se fechando ao mundo por causa das críticas pela situação no Tibete, que despertaram um forte sentimento nacionalista em todo o país, o porta-voz chinês respondeu: “Continuaremos abertos ao mundo. Os estrangeiros que quiserem vir para trabalhar, estudar ou viajar são bem-vindos”.