O Pentágono anunciou hoje que o Governo dos Estados Unidos está realizando um “grande ajuste” no plano de defesa antimísseis promovido pela Administração de George W. Bush, e que provocou grandes tensões com a Rússia.
Um porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell, disse hoje que houve uma mudança de planos para proteger melhor as forças dos Estados Unidos na Europa e seus aliados de potenciais ataques com mísseis do Irã.
O Pentágono acrescentou que a mudança de planos se deve, em parte, a que se comprovou que o Irã não fez grandes avanços no desenvolvimento de mísseis de longo alcance, causa para que Washington iniciasse este projeto.
Por enquanto, segundo diversas fontes, a revisão do projeto não terminou.
Em Praga, o primeiro-ministro tcheco, Jan Fischer, anunciou hoje que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou após a meia-noite “para notificar que os Estados Unidos retiram seu plano de construir uma base de radar”.
O vice-presidente americano, Joseph Biden, que está em visita a Bagdá, disse à “CNN” hoje que não acha que o Irã seja uma ameaça imediata para os Estados Unidos e seus aliados.
O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, deve dar hoje uma entrevista coletiva e supõe-se que será para informar sobre este assunto.
A falta de avanço iraniano no desenvolvimento de mísseis de longo alcance supostamente reduz a ameaça de Teerã tanto sobre os Estados Unidos quanto sobre as principais capitais europeias.
Segundo publica hoje o jornal “The Wall Street Journal”, na próxima semana, terminará a revisão do expediente, que foi ordenada pelo presidente americano.
O projeto promovido pelo ex-presidente americano George W. Bush causou a rejeição e a ira do Kremlin, que o considerou uma ameaça a seu sistema balístico intercontinental, apesar de desmentidos dos Estados Unidos.
A atual Administração americana aponta como ameaça mais imediata para os aliados europeus os sistemas balísticos de curto e médio alcance iraniano, por isso, segundo o jornal, Washington decidirá uma mudança a favor do desenvolvimento de um sistema defensivo regional para o continente europeu.
Segundo o jornal, os críticos dirão que a mudança é um gesto para conseguir a cooperação russa na obtenção de novas sanções contra o regime iraniano, se Teerã não abandonar seu programa nuclear.
Obama e o presidente russo, Dmitri Medvedev, devem se reunir na próxima semana durante a Assembleia Geral das Nações Unidas e as reuniões do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes) que acontecerá em Pittsburgh.