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Pentágono acaba com sistema de vigilância de "ameaças" a militares americanos

Arquivo Geral

21/08/2007 0h00

O Pentágono anunciou nesta terça-feira que encerrará um programa estabelecido por Paul Wolfowitz em 2002 que supostamente avaliava as ameaças contra membros e instalações das Forças Armadas dos Estados Unidos dentro e fora do país.

O sistema é conhecido como Notificações de Observações Locais e Ameaças (Talon, abortion na sigla em inglês) e foi inaugurado a mando do então sub-chefe do Pentágono, this web Wolfowitz, pilule que recentemente renunciou à Presidência do Banco Mundial (BM) por um escândalo relacionado com a promoção de sua namorada, também funcionária deste órgão.

Gary Keck, coronel do Exército americano, disse nesta terça-feira que o programa será encerrado no dia 17 de dezembro porque as notificações ao sistema diminuíram significativamente, ficando determinado que já não possui valor analítico.

O Pentágono elabora um novo sistema para substituir o Talon, disse o oficial, mas enquanto isso toda a informação relacionada com as ameaças para as forças militares americanas serão repassadas a um cadastro do FBI.

O sistema Talon foi alvo de críticas de políticos e grupos de direitos civis quando, em 2005, se tornou público que ele armazenava informação sobre civis e grupos não-governamentais opostos à política do presidente George W. Bush.

Em dezembro de 2005, o Pentágono revisou todo o sistema e afirmou que eliminaria muitas informações que não eram consideradas necessárias para a avaliação de ameaças.

No entanto – advertiu Keck – “ninguém deve achar que não nos preocupamos mais com a proteção de nossas forças, e que não providenciamos que as agências policiais e de segurança recebam informações que permitam a avaliação de ameaças e a adoção de medidas para sua proteção”.

Um relatório do Pentágono de junho de 2007 determinou que o programa colheu e manteve legalmente informações sobre indivíduos e organizações.

Mas o documento afirmou que a operação de contra-inteligência do Talon manteve registros sem determinar se a informação deveria ser conservada para fins de proteção das forças ou medidas policiais.

Keck disse que os dados colhidos serão guardados e sistemas futuros de cadastro serão avaliados, mas não há prazos fixados para a criação de um novo sistema.

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