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Mundo

Pelo menos 85 mortos pelo tufão <i>Ketsana</i> no Camboja e Vietnã

Arquivo Geral

01/10/2009 0h00

Pelo menos 85 pessoas morreram, dezenas seguem desaparecidas e um número indeterminado ficaram feridas após a passagem do tufão “Ketsana” pelo Camboja e Vietnã, onde deixou um rastro de destruição similar ao que causou nas Filipinas.

Fontes oficiais informaram hoje que dezenas de milhares de pessoas fugiram de aldeias e cidades totalmente submersas e um panorama desolador de árvores caídas, telhados destruídos e ruas e casas inundadas em aldeias transformadas em lagos gigantes, sem eletricidade nem telefone.

O maior estrago causado pelo temporal foi na região central do Vietnã, onde perderam a vida 74 pessoas, treze delas na província de Kon Tum e outros quatorze em Quang Ngai, onde o tufão tocou terra.

“Ketsana” arrasou quase 200 mil casas, destruiu campos e sistemas de irrigação e provocou o naufrágio de centenas de pesqueiros na costa.

Hoi An, uma cidade histórica vietnamita declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco e conhecida por seus edifícios coloniais até agora em excelente estado de conservação, chegou a estar sob três metros de água.

O desastre pôde ser ainda maior se há dois dias o Governo de Hanói não tivesse ordenado evacuar cerca de 350 mil residentes das zonas ameaçadas.

Por sua parte, na vizinha Camboja outras onze pessoas morreram nas províncias de Kampong Thom e Rattanakiri, onde o rio Mekong e o lago Tonle Sap transbordaram.

Ao entardecer, o tufão se debilitou e chegou ao Laos já rebaixado a categoria de tempestade tropical, por enquanto sem informações sobre vítimas ou danos materiais.

“Ketsana” assolou no sábado passado a ilha filipina de Luzon, onde matou pelo menos 277 pessoas, deixou cerca de quarenta desaparecidos, 375 mil deslocados e mais de dois milhões de desabrigados em Manila e 25 províncias divisórias.

Em apenas doze horas, o temporal despejou uma quantidade de chuva muito superior à média mensal nesta época do ano, batendo o recorde anterior de 1967, e inundou 80% da capital.

Como se não bastasse a tragédia, o extremo norte de Luzon agora precisa prepara-se para um novo temporal, “Parma”, que poderia chegar nas próximas horas à ilha se não se desvía para Taiwan.

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